Apresentação
O mercado de GLP é formado por clientes com realidades, necessidades, comportamentos, urgências, expectativas e valores diferentes.
- Uma família que compra um P13 para preparar suas refeições não possui a mesma realidade de um restaurante que depende do GLP para manter sua produção.
- Um cliente que retira o produto na Portaria não possui a mesma jornada de quem solicita entrega em sua residência.
- Um beneficiário do Gás do Povo possui necessidades diferentes de um cliente residencial tradicional.
- Uma Revenda que compra para abastecer seu mercado possui desafios diferentes de um Ponto de Consumo que precisa evitar a interrupção de sua operação.
Por isso, conhecer apenas nome, telefone, endereço, produto, valor e data da última compra não significa conhecer o cliente.
O MICC™ — Método de Inteligência e Compreensão do Cliente foi criado para transformar dados gerados ao longo da jornada em conhecimento, compreensão, decisão, ação e aprendizado. O Manual Operacional estabelece como essa inteligência deve funcionar na prática, dentro das operações das revendas.
A Arquitetura define os fundamentos estruturais. O Manual Técnico estabelece regras, critérios, classificações, cálculos, Scores e modelos analíticos. Este documento determina como o conhecimento produzido pelo método deve ser aplicado pelas pessoas, pelas Centrais e pelo GLP X.
Este manual estabelece:
- quem observa;
- quem identifica;
- quem valida;
- quem compreende;
- quem classifica;
- quem prioriza;
- quem decide;
- quem executa;
- quem registra;
- quem acompanha;
- quem avalia;
- quem aprende;
- como cada Central deve atuar;
- como o perfil influencia a ação;
- como o tempo influencia a experiência;
- como o resultado retorna ao sistema.
Definição do Manual Operacional
É o documento responsável por transformar o conhecimento sobre os clientes, as classificações técnicas, os Scores, os alertas e as recomendações do método em comportamentos, rotinas, decisões e ações executáveis pelas equipes da revenda.
O que fazer com aquilo que sabemos sobre o cliente?
Não basta saber que um cliente está em risco. É necessário definir:
- quem deve analisar;
- qual é a causa provável;
- quem deve agir;
- qual ação deve ser executada;
- em quanto tempo;
- por qual canal;
- com qual abordagem;
- o que deve ser registrado;
- como saber se a ação funcionou;
- qual deve ser o próximo passo.
O Manual Operacional existe para garantir que a inteligência do MICC™ saia dos relatórios e entre na rotina da empresa.
Objetivo operacional
Garantir que cada cliente receba a ação mais adequada de acordo com:
- seu mercado;
- seu perfil;
- seu subperfil;
- sua realidade;
- sua necessidade;
- seu comportamento;
- seu momento;
- seu histórico;
- seu ciclo;
- sua frequência;
- seu consumo;
- sua urgência;
- sua experiência;
- seu risco;
- seu valor;
- seu potencial;
- sua sensibilidade;
- sua expectativa;
- o impacto do tempo em sua vida ou operação.
O MICC™ deve permitir que a empresa deixe de agir apenas quando o cliente entra em contato. A organização precisa desenvolver a capacidade de:
Tese operacional central
Toda interação deve gerar compreensão. Toda compreensão relevante deve orientar uma decisão. Toda decisão deve produzir uma ação — ou uma justificativa válida para não agir. Toda ação deve gerar um resultado registrado. Todo resultado deve gerar aprendizado.
O MICC™ não determina que todo cliente receba contato. Determina que todo cliente seja compreendido de acordo com sua realidade. Em alguns casos, a melhor ação será:
- atender imediatamente;
- ligar;
- enviar mensagem;
- realizar visita;
- antecipar abastecimento;
- executar pós-venda;
- corrigir uma falha;
- recuperar confiança;
- atualizar o cadastro;
- aguardar;
- observar;
- não realizar contato.
A inteligência não está em fazer mais ações. Está em executar a ação correta, para o cliente correto, no momento correto, pelo canal correto e com o objetivo correto.
O cliente como centro da operação
A empresa não deve organizar sua operação apenas ao redor do pedido. Deve organizar sua inteligência ao redor do cliente.
O pedido começa. O pedido termina. O cliente permanece.
Cada pedido é apenas um acontecimento dentro de uma jornada muito maior, que pode conter:
- descoberta;
- primeiro contato;
- primeiro pedido;
- atendimento;
- pagamento;
- repasse;
- entrega;
- instalação;
- experiência;
- consumo;
- recompra;
- relacionamento;
- reclamação;
- recuperação;
- fidelização;
- indicação;
- evasão.
A realidade do mercado de GLP
No mercado de GLP, a compra frequentemente ocorre em situação de necessidade real. O gás pode ter acabado. A família precisa preparar uma refeição. Um restaurante está em pleno horário de produção. Uma padaria está iniciando suas atividades. Uma Revenda está próxima da ruptura. Um cliente do Gás do Povo depende daquele benefício para alimentar sua família.
Por isso, o cliente não escolhe uma revenda apenas por preço, promoção, brinde ou marca. Ele também avalia:
- respeito;
- atenção;
- confiança;
- facilidade;
- disponibilidade;
- agilidade;
- segurança;
- previsibilidade;
- capacidade de resolver.
A experiência começa no atendimento, passa pela operação e termina na percepção do cliente.
A tese do tempo · TIA™, TIR™ e TIE™
Uma revenda pode ter bom preço, boa marca, boa estrutura, bons veículos e bons produtos — mas se demora para atender, repassar e entregar, destrói valor. Por isso o tempo é uma dimensão estratégica.
| Indicador | O que representa | O que realmente mede |
|---|---|---|
| TIA™ Tempo Ideal de Atendimento | Tempo para o cliente ser atendido com agilidade, atenção e respeito. | Não mede apenas velocidade: mede a capacidade da empresa de reconhecer rapidamente a necessidade. |
| TIR™ Tempo Ideal de Repasse | Tempo entre a conclusão do atendimento e a entrada do pedido na operação logística. | Não mede apenas transferência: mede a capacidade de transformar promessa em execução. |
| TIE™ Tempo Ideal de Entrega | Tempo necessário para o pedido chegar ao cliente. | Não mede apenas deslocamento: mede o impacto da operação na experiência. |
Impacto do tempo na experiência
O MICC™ diferencia duas coisas que costumam ser confundidas:
Sensibilidade ao prazo
Como o cliente reage à demora.
Impacto do tempo
O que a demora provoca efetivamente em sua vida ou operação.
| Mercado | O que o atraso provoca |
|---|---|
| Consumidor Final | Refeição interrompida · família esperando · criança sem alimentação preparada · idoso aguardando · mudança de planos · ansiedade · cancelamento · perda de confiança. |
| Ponto de Consumo | Produção interrompida · pedidos atrasados · perda de clientes · perda de faturamento · desperdício · reclamações · impacto reputacional. |
| Revenda | Ruptura · perda de vendas · perda de clientes · compra emergencial · redução de margem · dependência do concorrente · perda de território. |
Todo atraso deve ser analisado não apenas em minutos, mas pelo impacto provocado ao cliente.
Os 10 princípios operacionais
| # | Princípio | O que significa |
|---|---|---|
| 1 | Conhecer antes de agir | Nenhuma ação relevante deve ser executada sem consulta ao contexto disponível. |
| 2 | Clientes diferentes exigem ações diferentes | Não existe relacionamento inteligente quando todos recebem a mesma abordagem. |
| 3 | O tempo tem impactos diferentes | Cinco minutos podem ser irrelevantes para um cliente e críticos para outro. |
| 4 | O histórico deve ser respeitado | Nenhum colaborador deve agir como se fosse a primeira interação quando a empresa já possui informações. |
| 5 | A promessa deve ser real | Não prometer aquilo que a operação não pode cumprir. |
| 6 | Toda informação relevante deve ser registrada | Informação não registrada não pertence à inteligência da empresa. |
| 7 | O cliente pertence à empresa | Nenhuma carteira deve depender da memória, do aparelho ou da conta pessoal de um colaborador. |
| 8 | O resultado deve retornar ao método | Toda ação deve produzir dados para aperfeiçoar a compreensão. |
| 9 | Inteligência não é excesso de contato | Saber quando não abordar também é inteligência. |
| 10 | Toda operação deve aprender | Erros, acertos, perdas e recuperações devem aperfeiçoar pessoas, processos e sistemas. |
Escopo operacional
| Estrutura | Responsabilidade |
|---|---|
| CIA™ · Central de Inteligência do Atendimento | Porta de entrada do mercado B2C. Responsável principalmente pelo Consumidor Final. |
| CIV™ · Central de Inteligência de Vendas | Porta de entrada do mercado B2B: Pontos de Consumo, Revendas, Rotas, prospecção, desenvolvimento comercial e expansão. |
| CIL™ · Central de Inteligência Logística | Transformar a promessa comercial em execução operacional. |
| CRI™ · Central de Relacionamento e Inteligência | Continuidade da jornada após as interações iniciais. |
| Gestão da Unidade | Integração das Centrais e garantia da execução. |
| Gestão MICC™ / GLP X | Regras, inteligência, dados, Scores, alertas, automações, auditoria e evolução do método. |
As duas portas de entrada
CIA™ → Mercado B2C
Atende o Consumidor Final. Foco em: atendimento, conversão, experiência, agilidade, pedido e recorrência.
CIV™ → Mercado B2B
Atende Pontos de Consumo, Revendas, Rotas, prospecção e expansão. Foco em: vendas, volume, abastecimento, continuidade, desenvolvimento e crescimento.
Essa separação é obrigatória. Clientes B2C e B2B possuem necessidades, processos, ciclos, decisões, indicadores e equipes diferentes.
O ciclo operacional em 10 etapas
| Etapa | O que fazer | Pergunta central |
|---|---|---|
| 1 · Reconhecer | Identificar quem é, qual mercado, qual perfil, qual histórico e qual relação com a empresa. | Quem é este cliente? |
| 2 · Validar | Confirmar identidade, telefone, endereço, mercado, histórico, cadastro e confiabilidade dos dados. | As informações disponíveis são confiáveis? |
| 3 · Compreender | Entender o que aconteceu, o que precisa, por que precisa, sua urgência, sua expectativa, o impacto do tempo e sua experiência anterior. | Qual é a realidade deste cliente neste momento? |
| 4 · Classificar | Mercado, perfil, subperfil, modalidade, comportamento, ciclo, risco, valor, potencial e urgência. | Como o MICC™ deve interpretar este cliente? |
| 5 · Priorizar | Definir importância, urgência, impacto, prazo, risco e oportunidade. | Quando precisamos agir? |
| 6 · Direcionar | Definir Central, profissional, canal, prazo, nível de autonomia e necessidade de escalonamento. | Quem deve agir? |
| 7 · Agir | Executar conforme contexto, objetivo, abordagem, canal, prazo, roteiro, limites e expectativa. | Qual é a melhor ação possível? |
| 8 · Registrar | Registrar tentativa, contato, contexto, resposta, ação, resultado, observação e próxima ação. | O que a empresa aprendeu com essa interação? |
| 9 · Avaliar | Verificar necessidade resolvida, expectativa atendida, prazo cumprido, problema solucionado, cliente satisfeito e necessidade de continuidade. | A ação produziu o resultado esperado? |
| 10 · Aprender | Atualizar perfil, comportamento, risco, previsão, potencial, preferências, próxima ação e regras do método. | O que devemos fazer melhor na próxima vez? |
Protocolo de leitura do cliente
Antes de qualquer ação relevante, a equipe deve conseguir responder às doze perguntas abaixo. Se não souber responder, ainda não está pronta para agir.
| Pergunta | O que precisa estar claro |
|---|---|
| Quem é? | Mercado, perfil e subperfil. |
| Como vive ou opera? | Realidade doméstica ou empresarial. |
| Quem decide? | Pessoa responsável pela compra. |
| Para que utiliza o GLP? | Finalidade do produto. |
| O que desencadeou a necessidade? | Motivo da compra ou do contato. |
| Qual é a urgência? | Preventiva, normal, alta ou crítica. |
| Qual é o impacto do tempo? | Doméstico, operacional, comercial, financeiro ou reputacional. |
| O que já aconteceu? | Histórico e experiências anteriores. |
| O que o cliente espera? | Resultado esperado. |
| Como devemos agir? | Canal, linguagem, prioridade e responsável. |
| O que não devemos fazer? | Prometer, pressionar, repetir, ignorar ou gerar conflito. |
| Como saberemos que foi resolvido? | Critério de conclusão. |
Níveis de prioridade e matriz de decisão
| Nível | Classificação | Critério |
|---|---|---|
| 0 | Informativo | Não exige ação imediata. |
| 1 | Baixa | Pode seguir a rotina normal. |
| 2 | Moderada | Deve ser executada dentro do período definido. |
| 3 | Alta | Existe risco relevante de insatisfação, perda, ruptura, conflito ou prejuízo. |
| 4 | Crítica | Existe interrupção real, risco operacional, risco de segurança, impacto financeiro imediato, impacto reputacional, situação sensível ou risco elevado de perda. |
Matriz de prioridade
A prioridade não deve ser definida apenas pelo valor financeiro do cliente.
Um cliente de menor valor financeiro pode possuir uma necessidade crítica. Um cliente de alto valor pode possuir uma demanda sem urgência.
Valor do cliente e prioridade da ação são dimensões diferentes.
Protocolo de promessa real
Nenhuma Central deve prometer prazo, preço, condição, desconto, disponibilidade ou solução sem capacidade real de cumprimento.
Toda informação deve ser apresentada com seu grau de certeza:
| Status | Significado |
|---|---|
| Confirmada | Existe certeza operacional. |
| Estimada | Existe previsão razoável. |
| Em validação | Depende de confirmação. |
| Indisponível | Não pode ser executada. |
| Dependente de autorização | Exige decisão superior. |
Promessa não confirmada não deve ser apresentada como certeza.
OEFAA™ como protocolo humano do MICC™
O MICC™ utiliza o OEFAA™ como estrutura de interação humana.
| Etapa | O que o profissional faz |
|---|---|
| Ouvir | Permitir que o cliente explique. |
| Entender | Compreender necessidade, contexto e impacto. |
| Falar | Comunicar com clareza, respeito e objetividade. |
| Agir | Resolver ou encaminhar corretamente. |
| Avaliar | Confirmar o resultado. |
O OEFAA™ deve orientar: atendimento, venda, negociação, reclamação, retenção, recuperação, relacionamento e conflito.
Responsabilidade da Direção
A Direção deve:
- aprovar a implantação;
- garantir recursos;
- definir metas;
- garantir integração;
- exigir uso do método;
- acompanhar indicadores;
- aprovar políticas;
- evitar decisões sem dados;
- garantir proteção da carteira;
- promover cultura de aprendizado.
A Direção não deve utilizar o MICC™ apenas para cobrança. Deve utilizá-lo para desenvolver pessoas, processos, clientes, operação e resultados.
Gerente da Unidade, Analista MICC™ e Administrador GLP X
Gerente da Unidade
É o responsável por garantir a execução do MICC™. Deve:
- acompanhar dashboards;
- analisar prioridades;
- distribuir responsabilidades;
- cobrar execução;
- acompanhar prazos;
- resolver conflitos;
- validar exceções;
- acompanhar clientes estratégicos;
- analisar riscos;
- conduzir reuniões;
- registrar decisões;
- desenvolver equipes.
O gerente não precisa executar tudo. Precisa garantir que a ação correta seja executada pela pessoa correta, no tempo correto, com qualidade, registro e acompanhamento.
Gestor ou Analista MICC™
- qualidade dos dados;
- análise dos clientes;
- validação dos Scores;
- identificação de padrões;
- identificação de erros;
- revisão de classificações;
- análise de precisão;
- relatórios;
- calibração;
- suporte;
- treinamento;
- evolução do método.
Administrador GLP X
- configurações;
- usuários;
- permissões;
- regras;
- integrações;
- automações;
- filas;
- alertas;
- auditoria;
- segurança;
- disponibilidade;
- rastreabilidade.
Responsabilidades da CIA™ · Atendimento
A CIA™ atende o Consumidor Final. Sua função não é apenas registrar pedidos. Deve reconhecer o cliente, consultar histórico, compreender a necessidade, identificar a urgência, avaliar o impacto do tempo, aplicar o OEFAA™, registrar informações, alinhar expectativa, converter corretamente e alimentar o MICC™.
Deve consultar
Histórico · última compra · produto habitual · endereço · pagamento · perfil · reclamações · risco · previsão · observações.
Deve registrar
Canal · motivo · produto · quantidade · urgência · pagamento · modalidade · objeção · reclamação · preferência · expectativa · mudança cadastral · informação relevante.
Repetir perguntas desnecessárias · ignorar histórico · ignorar reclamações · duplicar cadastro · prometer prazo irreal · registrar cliente B2B como B2C · encerrar sem compreender a necessidade.
Responsabilidades da CIV™ · Vendas
A CIV™ atende Pontos de Consumo, Revendas, Rotas, prospecção e expansão. Deve conhecer o negócio, identificar decisores, compreender consumo, identificar potencial, acompanhar ciclo, antecipar necessidade, desenvolver carteira, proteger volume, recuperar clientes e gerar crescimento.
Deve registrar
Segmento · estrutura · decisores · produtos · volume · potencial · fornecedor · frequência · preço · condição · objeção · oportunidade · risco · próximo contato · responsável.
Não deve
Vender sem conhecer · oferecer desconto sem critério · prometer condição não aprovada · ignorar problemas · pressionar clientes com falhas pendentes · manter carteira paralela.
Responsabilidades da CIL™ · Logística
A CIL™ transforma promessa em execução.
Deve registrar
Repasse · saída · entrega · TIR™ · TIE™ · atraso · causa · ocorrência · tentativa · dificuldade · devolução · observação.
Deve utilizar o MICC™ para
Compreender urgência · avaliar impacto · priorizar · prever picos · organizar capacidade · corrigir gargalos · analisar o impacto da logística na experiência.
Priorizar por conveniência · manipular horários · ocultar atrasos · ignorar criticidade · agrupar pedidos prejudicando a experiência · encerrar entrega sem confirmação.
Responsabilidades da CRI™ · Relacionamento
A CRI™ atua na continuidade da jornada: pós-venda, recompra, relacionamento, retenção, recuperação, fidelização e pesquisa. Deve trabalhar com filas segmentadas.
Disparar mensagens indiscriminadamente · tratar todos os clientes da mesma forma · abordar cliente com reclamação ignorando o problema · insistir excessivamente · repetir ações de outra Central · prometer vantagens não autorizadas · apagar histórico.
Fluxo do Consumidor Final
| # | Etapa |
|---|---|
| 1 | Cliente entra em contato. |
| 2 | CIA™ identifica o cadastro. |
| 3 | Sistema apresenta o Perfil MICC™. |
| 4 | Atendente consulta o histórico. |
| 5 | Aplica o OEFAA™. |
| 6 | Identifica a necessidade. |
| 7 | Identifica a urgência. |
| 8 | Avalia o impacto do tempo. |
| 9 | Registra o pedido. |
| 10 | Confirma o preço. |
| 11 | Confirma o pagamento. |
| 12 | Alinha o prazo real. |
| 13 | CIL™ recebe o contexto (não só o endereço). |
| 14 | Prioriza corretamente. |
| 15 | Executa a entrega. |
| 16 | Registra os tempos. |
| 17 | Resultado retorna ao MICC™. |
| 18 | CRI™ recebe a PMA™, quando aplicável. |
| 19 | Sistema atualiza o conhecimento. |
Fluxo do Ponto de Consumo
- Identificar o segmento.
- Conhecer a operação.
- Identificar os decisores.
- Mapear os equipamentos.
- Compreender o consumo.
- Identificar o estoque.
- Conhecer o fornecedor atual.
- Avaliar o risco de ruptura.
- Definir o modelo de abastecimento.
- Registrar a frequência.
- Definir o responsável comercial.
- Acompanhar o ciclo.
- Antecipar a necessidade.
- Executar o abastecimento.
- Avaliar o resultado.
- Atualizar potencial e risco.
Repare que a venda é a 14ª etapa, não a primeira. No B2B, vender sem conhecer a operação é o caminho mais curto para a ruptura e para a perda do cliente.
Fluxo da Revenda
- Identificar o porte.
- Conhecer o território.
- Identificar a bandeira.
- Avaliar o mercado.
- Estimar a carteira.
- Conhecer o giro.
- Avaliar o estoque.
- Identificar a capacidade financeira.
- Mapear os fornecedores.
- Avaliar as dependências.
- Conhecer a concorrência.
- Identificar o nível de gestão.
- Compreender o objetivo do proprietário.
- Calcular o potencial.
- Definir a estratégia.
- Definir o responsável.
- Planejar o abastecimento.
- Acompanhar o volume.
- Identificar a queda.
- Desenvolver o crescimento.
Fluxo de Portaria
Sempre que possível:
- identificar o cliente;
- consultar o cadastro;
- confirmar o mercado;
- confirmar a finalidade;
- registrar a retirada;
- registrar o pagamento;
- atualizar os dados;
- identificar a recorrência;
- alimentar o MICC™.
Cadastro genérico não deve ser utilizado quando existe possibilidade de identificação. Cada "Consumidor Diverso" registrado é um cliente que a empresa escolheu não conhecer.
Fluxo do Gás do Povo
O cliente beneficiário deve ser reconhecido como perfil específico. A operação deve:
- identificar o beneficiário;
- validar a elegibilidade;
- confirmar a modalidade;
- identificar retirada ou entrega;
- informar claramente as condições;
- registrar eventual taxa permitida;
- tratar com respeito;
- evitar constrangimento;
- executar com agilidade;
- registrar a experiência;
- acompanhar reclamações;
- atualizar o MICC™.
O benefício social não reduz o direito do cliente a respeito, clareza, segurança, qualidade e boa experiência.
Fluxo de pós-venda
Quando realizar prioritariamente
Cliente novo · reclamação · entrega crítica · recuperação · cliente estratégico · mudança relevante · primeira compra B2B.
Objetivos
Confirmar a experiência · identificar problema · corrigir falha · fortalecer vínculo · atualizar informações · preparar a continuidade.
Fluxo de previsão de recompra
- Sistema identifica a janela.
- Analisa o histórico.
- Verifica bloqueios.
- Avalia o perfil.
- Avalia o risco.
- Gera a PMA™.
- Define o canal.
- Define a abordagem.
- CRI™ executa.
- Cliente responde.
- Resultado é registrado.
- MICC™ recalcula.
- Próxima ação é definida.
Fluxo de cliente em observação
Quando o comportamento se altera, mas ainda não há risco confirmado:
- analisar o histórico;
- verificar experiências;
- identificar mudanças;
- evitar abordagem agressiva;
- realizar contato adequado;
- atualizar dados;
- acompanhar a evolução.
Fluxo de cliente em risco
- Sistema identifica o risco.
- Gestor valida.
- Analisa a causa.
- Avalia o histórico.
- Define o responsável.
- Define a abordagem.
- Executa.
- Registra.
- Acompanha.
- Avalia o resultado.
O caso não termina quando o contato é realizado. Termina quando existe: solução · recompra · nova previsão · perda confirmada · decisão gerencial.
Fluxo de cliente inativo
1. Classificar a causa
- natural;
- sazonal;
- operacional;
- preço;
- concorrência;
- insatisfação;
- mudança;
- falecimento;
- encerramento;
- cadastro inválido;
- desconhecida.
2. Definir a recuperabilidade
Alta Moderada Baixa Não aplicável
3. Executar
Definir estratégia · executar · registrar a causa real · atualizar status.
Sem a causa real registrada, a empresa recupera clientes por sorte — e repete o mesmo erro com os próximos.
Fluxo de cliente perdido e recuperado
Cliente perdido
Não deve permanecer indefinidamente em campanhas comuns. Deve possuir causa conhecida sempre que possível. Ações possíveis: pesquisa, recuperação, visita, nova tentativa ou encerramento qualificado.
Cliente recuperado
Exige acompanhamento especial. Deve:
- ter o motivo de retorno registrado;
- receber boa experiência;
- ter pós-venda;
- ser acompanhado nos próximos ciclos;
- ter a causa anterior monitorada.
Cliente recuperado não deve retornar imediatamente à régua comum. Ele voltou por um motivo — e pode ir embora pelo mesmo.
Fluxo de reclamação
- Registrar.
- Classificar a gravidade.
- Identificar o impacto.
- Bloquear campanhas inadequadas.
- Direcionar o responsável.
- Resolver.
- Comunicar.
- Confirmar a satisfação.
- Registrar o aprendizado.
- Gerar acompanhamento.
A etapa 4 é a mais esquecida e a mais cara: enviar oferta a um cliente com reclamação aberta transforma um problema em uma perda.
Catálogo de ações operacionais por perfil
O que a operação efetivamente executa, conforme o perfil identificado pelo Documento 01.
| Perfil | Ações operacionais |
|---|---|
| Consumidor Final | Lembrete próximo ao ciclo · pós-venda · pesquisa curta · recuperação de inativos · campanha por bairro · contato antes do horário habitual · comunicação de segurança · atualização de cadastro · incentivo à compra preventiva. |
| Ponto de Consumo P13 | Calendário de abastecimento · contato antes do ciclo · alerta de queda de consumo · visita comercial · política por volume · acompanhamento de ruptura · carteira com consultor · proposta de migração para P45 quando aplicável. |
| Ponto de Consumo P45 | Calendário fixo · controle do estoque do cliente · alerta preventivo · nível mínimo de segurança · vistoria · acompanhamento de consumo · contrato · SLA de atendimento · plano de contingência · consultor responsável. |
| Ponto de Consumo P20 | Cadastro técnico do uso · periodicidade · controle de equipamento · agenda de abastecimento · verificação de estoque · acompanhamento por consultor. |
| Condomínio / Granel | Agenda de abastecimento · relatório de consumo · relacionamento com o síndico · reunião de acompanhamento · renovação antecipada (60 a 90 dias) · pesquisa com a administradora · gestão de contrato · plano de contingência. |
| Revenda | Política por volume · agenda de compras · pré-venda · visita · acompanhamento do giro · análise de queda · recuperação · negociação estruturada · campanha comercial · suporte de expansão. |
| Rota | Pré-venda · confirmação antes da rota · previsão de volume · fechamento de carga · acompanhamento de ausência · registro de recusa · análise de potencial territorial · contato pós-rota. |
| Portaria | Identificar o cliente · evitar cadastro genérico · registrar mercado · registrar o motivo da Portaria · acompanhar frequência · identificar potencial de entrega · identificar pequenas Revendas escondidas na Portaria · analisar origem territorial. |
| Vasilhame (casco) | Identificar a finalidade · registrar venda patrimonial · diferenciar carga e casco · classificar o mercado · acompanhar a primeira recompra · orientar sobre segurança. |
| Regulador e acessórios | Verificar a aplicação · confirmar a capacidade · orientar a instalação · oferecer inspeção · registrar o equipamento · criar alerta de validade. |
Padrão de registro MICC™
Todo registro deve separar sete camadas — é o que impede que a opinião de um colaborador vire "fato" na base:
| Camada | O que registra |
|---|---|
| Fato | O que aconteceu. |
| Fala do cliente | O que ele declarou. |
| Sinal | O que merece atenção. |
| Hipótese | Possível explicação ainda não confirmada. |
| Ação | O que foi executado. |
| Resultado | O que aconteceu depois. |
| Próximo passo | O que deve ocorrer. |
O registro deve ser factual, claro, objetivo, profissional, útil e auditável.
Filas operacionais
CIA™
Atendimento · cadastro · retorno · alerta · reclamação.
CIV™
Prospecção · visita · oportunidade · negociação · queda · risco · Rota · estratégico.
CIL™
Aguardando repasse · atraso · crítico · ocorrência · prioridade · capacidade.
CRI™
Pós-venda · recompra · observação · risco · inativo · perdido · recuperado · pesquisa · relacionamento.
PMA™ — Próxima Melhor Ação na operação
Toda PMA™ entregue à equipe deve apresentar:
- cliente;
- mercado;
- perfil;
- contexto;
- motivo;
- objetivo;
- prioridade;
- impacto;
- Central;
- responsável;
- canal;
- prazo;
- abordagem;
- restrições;
- resultado esperado.
O colaborador pode
Executar · reagendar · justificar · escalar · rejeitar com motivo.
O colaborador não pode
Apagar · ignorar · encerrar sem resultado · manipular prioridade · registrar ação inexistente.
Encerramento das ações
Uma ação não termina porque a mensagem foi enviada, a ligação foi realizada, o pedido foi registrado, a entrega foi programada ou a reclamação recebeu resposta.
Termina quando existe um resultado conhecido.
Resultados possíveis:
- necessidade resolvida;
- pedido realizado;
- entrega concluída;
- cliente orientado;
- problema solucionado;
- contato reagendado;
- cliente não localizado;
- perda confirmada;
- nova ação necessária;
- ação inadequada.
Níveis de escalonamento
| Nível | Quem | O que resolve |
|---|---|---|
| 1 | Colaborador | Executa. |
| 2 | Liderança | Resolve bloqueios. |
| 3 | Gerência | Resolve conflitos, riscos e clientes estratégicos. |
| 4 | Direção | Resolve impactos financeiros, jurídicos, reputacionais e estratégicos. |
Rotina diária
| Momento | O que analisar |
|---|---|
| Abertura | Ações críticas · atrasos · clientes em risco · reclamações · previsões · rupturas · cadastros · pendências. |
| Durante o dia | Filas · capacidade · prazos · atrasos · resultados · conflitos. |
| Encerramento | Executado · não executado · atrasado · vendas · recuperações · reclamações · falhas · continuidade. |
Reunião diária MICC™
Duração sugerida: 10 a 15 minutos. Oito perguntas, todos os dias:
- O que é crítico?
- Quem precisa agir?
- Qual cliente pode ser perdido?
- Qual cliente pode ser recuperado?
- Qual oportunidade existe?
- Qual problema operacional afeta a experiência?
- Qual prazo precisa ser cumprido?
- O que precisa ser corrigido hoje?
Rotina semanal e mensal
Semanal
- risco;
- inatividade;
- recuperação;
- crescimento;
- queda;
- reclamações;
- atrasos;
- PMAs™;
- conversão;
- dados;
- clientes estratégicos;
- decisões.
Mensal
- base ativa;
- retenção;
- evasão;
- recuperação;
- frequência;
- ticket;
- volume;
- valor;
- potencial;
- mercados;
- perfis;
- bairros;
- segmentos;
- Centrais;
- dados;
- previsões;
- campanhas;
- regras.
Indicadores por Central
CIA™ · Atendimento
TIA™ · conversão · cadastro completo · cancelamentos · classificação · reclamações · qualidade · experiência.
CIV™ · Vendas
Prospecções · contatos · visitas · propostas · conversão · volume · crescimento · recuperação · potencial · retenção B2B.
CIL™ · Logística
TIR™ · TIE™ · prazo · atrasos · ocorrências · produtividade · criticidade · impacto na recompra · experiência logística.
CRI™ · Relacionamento
PMAs™ · contatos · respostas · recompra · recuperação · retenção · pesquisas · satisfação · conversão · evasão evitada.
Indicadores da Gerência
- tarefas geradas;
- tarefas executadas;
- atrasos;
- riscos;
- recuperados;
- perdidos;
- qualidade dos dados;
- reclamações;
- conversão;
- precisão;
- receita recuperada;
- redução da evasão;
- desempenho das equipes.
Proibições operacionais
É proibido:
- manipular dados;
- alterar horários;
- ocultar cancelamentos;
- ocultar reclamações;
- criar clientes fictícios;
- utilizar telefone genérico indevidamente;
- fundir cadastros sem validação;
- alterar Scores sem justificativa;
- encerrar ações sem executar;
- registrar respostas inexistentes;
- criar campanhas sem critérios;
- compartilhar dados;
- utilizar informações indevidamente;
- manter carteiras paralelas;
- prometer o que não pode cumprir.
Auditoria operacional
A gestão deve auditar: atendimentos, cadastros, ações, mensagens, reclamações, entregas, alterações, classificações, PMAs™ e clientes estratégicos.
A auditoria não deve existir apenas para punir. Deve identificar: erro humano · dificuldade · falta de treinamento · falha de processo · falha tecnológica · comportamento inadequado · oportunidade de melhoria.
Fases de implantação
| Fase | Foco |
|---|---|
| 1 — Organização | Dados, pessoas, responsabilidades e estrutura. |
| 2 — Operação básica | Cadastros, perfis, ações e registros. |
| 3 — Experiência e tempo | TIA™, TIR™, TIE™, urgência e impacto. |
| 4 — Risco e recuperação | Observação, inatividade, evasão e recuperação. |
| 5 — Crescimento | Potencial, desenvolvimento, B2B e expansão. |
| 6 — Automação | Alertas, PMAs™, recomendações e IA. |
| 7 — Aprendizado | Medição, comparação, correção, calibração e evolução. |
Treinamento mínimo
Nenhum colaborador deve operar o MICC™ sem compreender:
- propósito;
- mercados;
- perfis;
- subperfis;
- comportamento;
- tempo;
- urgência;
- impacto;
- OEFAA™;
- PMA™;
- responsabilidades;
- registros;
- privacidade;
- integração das Centrais.
Resultado esperado
A aplicação correta do MICC™ deve gerar:
- clientes mais conhecidos;
- dados mais confiáveis;
- atendimento mais contextualizado;
- decisões melhores;
- entregas mais inteligentes;
- menos atrasos;
- menos retrabalho;
- menos contatos inadequados;
- mais conversão;
- mais recompra;
- mais retenção;
- mais recuperação;
- menos evasão;
- melhor experiência;
- maior crescimento;
- maior previsibilidade;
- melhor integração;
- maior capacidade de aprendizado.
Declaração operacional do MICC™
O MICC™ só cria valor quando o conhecimento se transforma em comportamento operacional. Quando:
- a CIA™ conhece antes de atender;
- a CIV™ compreende antes de vender;
- a CIL™ avalia o impacto antes de priorizar;
- a CRI™ interpreta antes de abordar;
- o gerente analisa antes de decidir;
- o colaborador registra antes de esquecer;
- o sistema aprende antes de recomendar;
- a empresa corrige antes de repetir.
Não foi criado para…
Produzir mais relatórios · aumentar a quantidade de contatos · apenas classificar clientes.
Foi criado para…
Produzir melhores decisões · aumentar a qualidade das relações · compreender pessoas, negócios, comportamentos, necessidades, riscos e oportunidades.
No mercado de GLP, compreender o cliente significa compreender o impacto que a empresa exerce em sua vida ou operação.
Conhecer antes de atender. Compreender antes de decidir. Priorizar pelo impacto. Agir com inteligência e agilidade. Registrar com precisão. Avaliar para aprender. Aprender para evoluir.
GLP 360º — Inteligência aplicada ao cliente, à operação e ao crescimento.