Apresentação
O MICC™ — Perfil dos Clientes é o documento fundador do Método de Inteligência e Compreensão do Cliente da GLP 360º. Foi desenvolvido para identificar, organizar, aprofundar e transformar em conhecimento aplicável a realidade dos diferentes clientes atendidos pelas revendas, grupos empresariais, centrais de atendimento, centrais de vendas, operações logísticas e estruturas de relacionamento do mercado brasileiro de GLP.
Grande parte das empresas conhece pedidos. Poucas conhecem verdadeiramente seus clientes.
Uma empresa pode saber:
- nome;
- telefone;
- endereço;
- produto comprado;
- quantidade;
- preço;
- data;
- horário;
- forma de pagamento;
- última compra.
E, ainda assim, desconhecer:
- quem realmente é aquele cliente;
- como vive ou opera;
- por que compra;
- o que desencadeia sua necessidade;
- quem percebe a necessidade;
- quem decide;
- quem paga;
- quem utiliza o produto;
- quem foi afetado pela falta do GLP;
- se a compra foi preventiva ou emergencial;
- se existe estoque de segurança;
- se o cliente compra de concorrentes;
- se o consumo aumentou ou diminuiu;
- qual é o impacto da falta do GLP;
- o que considera uma boa experiência;
- o que teme;
- o que deseja;
- como reage ao preço;
- como reage ao atraso;
- como reage a uma falha;
- se uma experiência negativa abalou sua confiança;
- por que permanece;
- por que se afasta;
- quando provavelmente comprará novamente;
- qual risco apresenta;
- qual potencial possui.
Conhecer um pedido não significa conhecer o cliente. Um pedido é um evento. Um cliente é uma história. O MICC™ existe para compreender essa história.
O MICC™ não começa no sistema. O MICC™ começa no cliente. Antes de existir um pedido, existe uma necessidade. Antes de existir uma compra, existe uma decisão. Antes de existir uma decisão, existe uma realidade. E antes de agir sobre o cliente, é preciso compreendê-lo.
Posição no ecossistema MICC™
O ecossistema MICC™ é composto por nove documentos diferentes e complementares. Este é o Documento 1 — a origem de todos os demais.
| # | Documento | Função |
|---|---|---|
| 1 | MICC™ Perfil dos Clientes | Define o que precisa ser conhecido sobre o cliente. |
| 2 | MICC™ Arquitetura do Método | Define como o conhecimento será organizado. |
| 3 | Manual Técnico do MICC™ | Define como o conhecimento vira regras, cálculos, Scores, classificações, indicadores e modelos analíticos. |
| 4 | Manual Operacional do MICC™ | Define como o método será aplicado pelas equipes e Centrais. |
| 5 | Programa de Treinamento MICC™ | Define como os profissionais serão capacitados. |
| 6 | Mapa de Processos MICC™ | Define entradas, tratamentos, decisões, responsabilidades, integrações e saídas. |
| 7 | Arquitetura de Indicadores e Dashboards | Define como a inteligência será visualizada e acompanhada. |
| 8 | Arquitetura Tecnológica no GLP X | Define dados, banco, APIs, eventos, IA, automações, permissões e auditoria. |
| 9 | Prompt Mestre de Desenvolvimento | Define os requisitos para a construção tecnológica do MICC™ dentro do GLP X. |
O Perfil dos Clientes conhece. A Arquitetura organiza. O Manual Técnico mede e classifica. O Manual Operacional executa. O Treinamento capacita. Os Processos conectam. Os Indicadores mostram. A Tecnologia sustenta.
Definição oficial do método
O MICC™ — Perfil dos Clientes é o método proprietário da GLP 360º desenvolvido para conhecer, compreender, interpretar e acompanhar os diferentes mercados, perfis, subperfis, realidades, necessidades e comportamentos dos clientes do mercado brasileiro de GLP.
O método transforma:
Sua finalidade é preparar toda a organização para compreender o cliente antes de atendê-lo, vender-lhe, entregar-lhe, relacionar-se com ele, tentar fidelizá-lo ou recuperá-lo.
Definição oficial de Perfil MICC™
É a representação estruturada da realidade, necessidade, consumo, decisão, comportamento, comunicação, experiência, risco e potencial predominantes de um cliente em determinado momento de sua jornada.
O perfil não é:
- uma persona publicitária;
- um rótulo permanente;
- apenas um segmento;
- apenas o produto comprado;
- apenas o volume consumido;
- apenas o histórico;
- apenas o comportamento;
- apenas a renda;
- apenas a forma de pagamento;
- definido por uma única compra;
- um substituto da análise humana.
O perfil é uma leitura contextualizada e atualizável do cliente.
Tese central do MICC™
Não é possível atender, vender, entregar, relacionar, fidelizar, desenvolver ou recuperar corretamente um cliente que a empresa não conhece.
Durante décadas, grande parte das revendas aprendeu a vender botijões, receber pedidos, registrar endereços, despachar entregas, disputar preços, criar promoções, oferecer brindes e divulgar marcas. Mas conhecer pedidos não significa conhecer clientes — e vender GLP não significa construir relacionamentos.
Por trás de cada pedido existe uma necessidade. Por trás da necessidade existe uma realidade. Por trás da realidade existe uma pessoa, uma família, um negócio ou uma empresa. E por trás de cada decisão de compra existem expectativas: o cliente espera ser ouvido, respeitado, compreendido, atendido com agilidade, receber informações claras, ter sua necessidade resolvida, não perder tempo, receber o produto rapidamente, receber uma entrega segura e poder confiar na empresa.
As cinco constatações do método
1ª constatação
Clientes diferentes possuem necessidades diferentes.
2ª constatação
Clientes semelhantes podem apresentar comportamentos diferentes.
3ª constatação
Um mesmo cliente pode mudar ao longo do tempo.
4ª constatação
Toda interação pode revelar informações sobre o cliente.
5ª constatação
Conhecimento sem ação possui pouco valor para a empresa.
Portanto: todo cliente deixa sinais. Toda interação gera informações. Todo comportamento pode revelar padrões. Toda mudança pode representar uma necessidade, um risco ou uma oportunidade. E toda informação relevante precisa contribuir para uma compreensão melhor do cliente.
O cliente não compra apenas GLP. Ele compra a continuidade da sua vida, da sua rotina, da sua produção ou do seu negócio. E a qualidade da experiência determina de quem ele voltará a comprar.
O que realmente leva o cliente a escolher uma revenda
Preço importa. Marca importa. Promoção pode importar. Brinde pode gerar atenção. Localização pode influenciar. Publicidade pode gerar lembrança. Mas nenhum desses elementos, isoladamente, é suficiente para construir crescimento sustentável.
Um cliente pode chegar pela promoção, experimentar pelo preço, conhecer a empresa pela publicidade, ser atraído pelo brinde. Mas sua permanência depende da experiência. Ele observa:
- como foi atendido;
- quanto tempo esperou;
- se sua necessidade foi compreendida;
- se recebeu informações corretas;
- se o pedido foi registrado corretamente;
- se o prazo prometido foi cumprido;
- se a entrega foi rápida;
- se a entrega foi segura;
- se o entregador foi respeitoso;
- se o produto chegou corretamente;
- se o problema foi resolvido;
- se a empresa demonstrou interesse após a venda.
| Elemento | O que produz |
|---|---|
| Preço | Pode gerar a primeira compra. |
| Promoção | Pode gerar experimentação. |
| Marca | Pode gerar confiança inicial. |
| Brinde | Pode gerar atenção. |
| Experiência | É o que constrói recorrência. |
O Consumidor Final compra a continuidade da rotina da casa. O Ponto de Consumo compra a continuidade da sua produção. A Revenda compra a continuidade do seu estoque, das suas vendas e do seu negócio.
O cliente compra GLP por necessidade. Escolhe a empresa pela capacidade de resolver. Volta a comprar pela experiência que recebeu.
A grande tese do tempo
No mercado de GLP, tempo não é apenas um indicador operacional.
- Quando um Consumidor Final entra em contato porque o gás acabou, cada minuto possui importância — a alimentação e a rotina da família estão interrompidas.
- Quando um restaurante está próximo da ruptura, cada minuto pode representar risco operacional e produção parada.
- Quando uma Revenda precisa de abastecimento, o atraso representa venda perdida.
Quem compra GLP não quer apenas receber um produto. Quer resolver uma necessidade no menor tempo possível, com segurança, respeito e confiança.
Tempo e agilidade como vetores de crescimento
O crescimento de uma revenda não depende apenas de vender mais. Depende de sua capacidade de resolver necessidades com eficiência.
O que destrói
Empresa lenta perde oportunidades. Desorganizada perde confiança. Que promete e não cumpre perde credibilidade. Que demora para atender perde o cliente antes de registrar o pedido. Que demora para repassar cria gargalos. Que demora para entregar gera insatisfação. Que não responde a reclamações aumenta o risco de evasão.
O que constrói
Atendimento rápido aumenta conversão. Repasse eficiente melhora o fluxo. Logística organizada reduz atrasos. Entrega rápida melhora a experiência. Informação clara reduz conflitos. Resolução eficiente aumenta confiança. Pós-venda fortalece relacionamento. Relacionamento aumenta recorrência. Recorrência fortalece a carteira. Carteira forte sustenta o crescimento.
O tempo e a agilidade definem a capacidade de crescimento da revenda de GLP.
Agilidade não significa pressa
AGILIDADE NÃO SIGNIFICA PRESSA.
| Pressa | Agilidade |
|---|---|
| Pressa gera erros. | Agilidade elimina desperdícios. |
| Pressa atropela processos. | Agilidade organiza processos. |
| Pressa compromete a segurança. | Agilidade entrega eficiência com segurança. |
Agilidade é a capacidade de resolver a necessidade do cliente no menor tempo possível, com qualidade, segurança, clareza e eficiência.
A equação da experiência do cliente GLP
Nenhum desses elementos deve ser analisado isoladamente.
| Elemento | O que exige da empresa |
|---|---|
| Necessidade | Compreender o que o cliente realmente precisa resolver. |
| Respeito | Tratar o cliente com dignidade, educação e consideração. |
| Agilidade | Não fazer o cliente perder tempo nem esforço desnecessários. |
| Eficiência | Resolver corretamente, sem retrabalho. |
| Segurança | Garantir produto, transporte, instalação, entrega e orientação adequados. |
| Confiança | Cumprir aquilo que foi informado e prometido. |
O ciclo da experiência MICC™
O cliente percorre uma jornada. Cada etapa é uma oportunidade de conquistar ou perder.
| Etapa | O que acontece |
|---|---|
| Necessidade | O cliente percebe que precisa do GLP. |
| Busca | Procura uma empresa capaz de resolver sua necessidade. |
| Contato | Entra em contato. |
| Atendimento | Avalia rapidez, respeito, clareza e eficiência. |
| Decisão | Decide comprar ou procurar outra empresa. |
| Repasse | O pedido precisa avançar rapidamente pela operação. |
| Entrega | Avalia tempo, segurança, postura e cumprimento da promessa. |
| Experiência | Forma uma percepção sobre a empresa. |
| Memória | Guarda a experiência positiva, neutra ou negativa. |
| Recompra | Decide se voltará a comprar. |
| Relacionamento | A empresa fortalece ou perde espaço na vida do cliente. |
| Retenção ou evasão | O resultado acumulado das experiências influencia sua permanência. |
A cadeia do crescimento da revenda
O crescimento não começa na venda. O crescimento começa na capacidade de conhecer, compreender e servir corretamente o cliente.
Propósito do método
O MICC™ deve permitir que proprietários, diretores, gestores, gerentes, líderes, supervisores, atendentes, consultores, vendedores, agentes de relacionamento, profissionais de logística e entregadores compreendam:
- quem é o cliente;
- como vive ou opera;
- para que utiliza o GLP;
- quem percebe a necessidade;
- quem influencia;
- quem decide;
- quem compra;
- quem paga;
- quem recebe;
- quem utiliza;
- o que desencadeia a compra;
- como compra;
- quando compra;
- quanto consome;
- com que frequência compra;
- qual é sua urgência;
- quais são suas dores funcionais;
- quais são suas dores emocionais;
- quais são seus desejos;
- o que valoriza;
- como reage ao preço;
- como reage ao prazo;
- como prefere pagar;
- por qual canal prefere se comunicar;
- como espera ser atendido;
- como espera receber seu pedido;
- como deve ser abordado;
- o que não deve ser feito;
- quais sinais demonstram satisfação;
- quais sinais demonstram risco;
- qual potencial possui;
- quais informações ainda precisam ser conhecidas;
- o que cada profissional deve observar.
O MICC™ é um método para toda a empresa
Conhecer o cliente não é responsabilidade exclusiva da CRI™, nem da CIA™, nem da CIV™, nem da CIL™, nem do Marketing, nem dos gestores. E não é responsabilidade do sistema.
O cliente percorre diferentes áreas da organização. Cada profissional enxerga uma parte da sua realidade:
| Função | O que enxerga |
|---|---|
| Atendente | Ouve. |
| Vendedor | Investiga. |
| Consultor | Diagnostica. |
| Gerente | Interpreta. |
| Líder | Acompanha. |
| Logística | Identifica padrões operacionais. |
| Entregador | Observa a realidade do cliente. |
| Financeiro | Percebe comportamentos de pagamento. |
| Agente de relacionamento | Acompanha mudanças. |
| Direção | Transforma conhecimento em decisão estratégica. |
Quando essas informações permanecem isoladas, a empresa conhece fragmentos do cliente. Quando são coletadas, registradas, integradas, interpretadas e compartilhadas corretamente, a organização desenvolve uma verdadeira inteligência do cliente.
Conhecer o cliente não é responsabilidade de um setor. É uma competência organizacional.
Os quatro estados da informação MICC™
Regra fundamental para evitar interpretações equivocadas: toda informação sobre o cliente deve ser compreendida em um destes quatro estados.
| Estado | Definição | Exemplo |
|---|---|---|
| Fato | Informação comprovada. | O cliente realizou cinco compras nos últimos 120 dias. |
| Sinal | Mudança, ocorrência ou comportamento que merece atenção. | O intervalo entre as compras aumentou. |
| Hipótese | Possível explicação ainda não confirmada. | O cliente pode estar comprando do concorrente. |
| Confirmação | Informação validada por contato, pesquisa, observação ou evidência confiável. | O cliente confirmou que mudou de fornecedor após uma experiência negativa. |
O MICC™ não transforma hipótese em fato.
Nenhuma decisão relevante deve ser baseada em apenas um sinal isolado.
O perfil é dinâmico
O cliente não permanece igual para sempre. Ele pode:
- mudar de endereço;
- mudar de renda;
- aumentar a família;
- reduzir a família;
- envelhecer;
- mudar de atividade;
- abrir um negócio;
- fechar um negócio;
- mudar de produto;
- mudar de canal;
- mudar de forma de pagamento;
- mudar da entrega para a Portaria;
- passar a retirar o produto;
- tornar-se mais sensível ao preço;
- passar a valorizar rapidez;
- sofrer uma experiência negativa;
- recuperar a confiança;
- aumentar o consumo;
- reduzir o consumo;
- tornar-se inativo;
- retornar à carteira;
- passar a comprar do concorrente;
- indicar novos clientes;
- tornar-se detrator;
- transformar-se em cliente de alto valor.
O perfil do cliente não é uma sentença. É uma leitura atualizada da sua realidade.
Arquitetura oficial de leitura do cliente
Lógica oficial: conhecer quem é → compreender sua realidade → entender sua necessidade → observar como consome → interpretar como decide → identificar como se comporta → avaliar sua experiência → reconhecer riscos → identificar potencial → orientar a ação.
Distinções obrigatórias do MICC™
Confundir estas camadas é o erro mais comum do mercado. Cada uma responde a uma pergunta diferente.
| Camada | Pergunta que responde | Exemplos |
|---|---|---|
| Mercado | Para qual finalidade o cliente compra GLP? | Consumidor Final · Ponto de Consumo · Revenda |
| Perfil | Qual é a realidade predominante desse cliente? | Responsável pelo lar · restaurante · padaria · pequena Revenda · Revenda rural |
| Subperfil | Qual característica específica altera sua necessidade ou jornada? | Beneficiário do Gás do Povo · cliente idoso · família numerosa · restaurante de alto giro · Revenda em expansão |
| Comportamento | Como o cliente tende a agir? | Rotina · preventivo · urgência · preço · relacionamento · conveniência · silencioso · ferido · oscilante |
| Modalidade | Como o produto chega ao cliente? | Entrega · retirada na Portaria · retirada por terceiro |
| Modelo de abastecimento | Como a reposição é organizada? | Sob demanda · preventiva · programada · recorrente · Rota · contrato |
Portaria não é perfil. Rota não é perfil. Forma de pagamento não é perfil. Comportamento não substitui perfil.
É a combinação de camadas que revela o cliente
Os três grandes mercados
Mercado 01 — Consumidor Final
Compra GLP para utilização residencial, familiar ou doméstica.
Necessidade central: manter a vida e a rotina da casa funcionando.
Mercado 02 — Ponto de Consumo
Compra GLP como insumo necessário para sua atividade econômica, comercial, produtiva ou institucional.
Necessidade central: manter a operação funcionando.
Mercado 03 — Revenda
Compra GLP para comercializar novamente.
Necessidade central: manter estoque, vendas, margem, competitividade e continuidade do negócio.
Matriz comparativa dos três mercados
| Dimensão | Consumidor Final | Ponto de Consumo | Revenda |
|---|---|---|---|
| Finalidade | Uso doméstico. | Produção ou operação. | Comercialização. |
| Impacto da falta | Interrupção da rotina familiar. | Interrupção da atividade e possível perda financeira. | Ruptura de estoque e perda de vendas. |
| Decisão | Pessoal ou familiar. | Empresarial. | Comercial e empresarial. |
| Volume | Geralmente menor por compra. | Médio ou alto. | Médio ou alto. |
| Frequência | Relacionada ao ciclo de consumo. | Relacionada ao ritmo da operação. | Relacionada ao giro. |
| Urgência | Pode ser baixa, média, alta ou crítica. | Geralmente elevada diante de ruptura. | Comercial e logística. |
| Fatores de decisão | Rapidez, confiança, preço, conveniência, segurança e relacionamento. | Disponibilidade, continuidade, preço, logística, previsibilidade e confiança. | Margem, preço, disponibilidade, prazo, logística, suporte e relacionamento. |
| Relacionamento | Recorrência, fidelização, indicação e retenção. | Parceria, acompanhamento, prevenção e desenvolvimento. | Abastecimento, negociação, desenvolvimento e parceria. |
As 26 dimensões oficiais de análise
A partir deste ponto, todos os mercados, perfis e subperfis serão obrigatoriamente estudados pelas mesmas 26 dimensões. É isso que garante comparabilidade, profundidade e ausência de improviso.
| # | Dimensão | Pergunta que responde |
|---|---|---|
| 1 | Definição | O que caracteriza esse perfil? |
| 2 | Quem é | Quem é esse cliente na realidade? |
| 3 | Como vive ou opera | Qual é seu contexto? |
| 4 | Quem decide | Quem participa da decisão? |
| 5 | Para que utiliza o GLP | Qual é a finalidade real? |
| 6 | O que desencadeia a compra | Qual necessidade provoca a ação? |
| 7 | Como compra | Qual é sua jornada? |
| 8 | Quando compra | Quais são os momentos, ciclos e circunstâncias? |
| 9 | Quanto consome | Qual é seu comportamento de consumo? |
| 10 | Qual é sua urgência | Qual é o impacto do tempo? |
| 11 | Dores funcionais | Quais problemas objetivos enfrenta? |
| 12 | Dores emocionais | Quais sentimentos, medos, inseguranças e frustrações estão envolvidos? |
| 13 | Desejos | O que espera alcançar? |
| 14 | O que valoriza | Quais elementos têm maior peso na experiência? |
| 15 | Sensibilidade ao preço | Como reage às diferenças financeiras? |
| 16 | Sensibilidade ao prazo | Como reage ao tempo e aos atrasos? |
| 17 | Forma de pagamento | Como prefere realizar a transação? |
| 18 | Canal | Onde prefere interagir? |
| 19 | Comunicação adequada | Como a empresa deve se comunicar? |
| 20 | O que não fazer | Quais atitudes prejudicam a experiência? |
| 21 | Sinais de satisfação | Como demonstra uma experiência positiva? |
| 22 | Sinais de risco | Quais comportamentos indicam possível problema? |
| 23 | Potencial | Quais oportunidades podem ser desenvolvidas? |
| 24 | Informações a coletar | O que a empresa precisa conhecer? |
| 25 | O que cada função deve observar | Como cada profissional contribui para a compreensão? |
| 26 | Impacto do tempo na experiência | O que a demora provoca na vida ou no negócio desse cliente? |
Regra fundamental de aplicação
As 26 dimensões são aplicadas integralmente aos três perfis-mãe e a todos os seus subperfis. Também são cruzadas com: comportamentos, modalidades de compra, modelos de abastecimento, canais, formas de pagamento, ciclo de vida, satisfação, risco e potencial.
Assim, o MICC™ não cria apenas uma lista de clientes. Cria uma arquitetura profunda de compreensão.
Mapa oficial dos perfis e subperfis
Três perfis-mãe, vinte e sete subperfis oficiais e dois perfis complementares de compra — todos aprofundados pelas 26 dimensões.
Mercado 01 — Consumidor Final
CF-01 Responsável pelo Abastecimento do Lar · CF-02 Beneficiário do Gás do Povo · CF-03 Cliente de Programa de Parceiros · CF-04 Cliente Idoso ou com Necessidade de Apoio · CF-05 Comprador para Terceiro · CF-06 Morador Individual ou Casal de Baixo Consumo · CF-07 Família Numerosa ou de Alto Consumo · CF-08 Cliente Rural ou de Uso Misto
Mercado 02 — Ponto de Consumo
PC-01 Restaurantes, Pizzarias e Lanchonetes · PC-02 Padarias e Panificadoras · PC-03 Marmitarias e Cozinhas de Produção · PC-04 Hotéis, Pousadas e Hospedagem · PC-05 Buffets, Eventos e Operações Sazonais · PC-06 Food Trucks, Ambulantes, Feirantes e Pequenas Operações · PC-07 Operações Industriais, Institucionais ou de Maior Complexidade · PC-08 Condomínio e Consumidor a Granel · PC-09 Ponto de Consumo P20 (Aplicações Técnicas)
Mercado 03 — Revenda
RV-01 Pequena Revenda · RV-02 Revenda Familiar · RV-03 Revenda Profissionalizada · RV-04 Revenda Rural ou de Pequeno Município · RV-05 Revenda Recém-Aberta · RV-06 Revenda em Expansão · RV-07 Revenda Madura · RV-08 Revenda em Declínio ou Risco
Perfis complementares de compra
CP-01 Comprador de Vasilhame (casco) · CP-02 Comprador de Regulador e Acessórios. Atravessam os três mercados: um mesmo cliente pode comprar carga, casco e acessório com comportamentos completamente diferentes.
Perfil-Mãe — Consumidor Final
1. Definição
Pessoa ou família que compra GLP para utilização residencial, familiar ou doméstica.
2. Quem é
É o cliente que utiliza o GLP principalmente para preparar alimentos, manter a rotina doméstica, alimentar crianças, alimentar idosos, cuidar da família, realizar produção doméstica eventual, aquecer água ou outros usos permitidos conforme sua realidade. Pode ser responsável pelo lar, pessoa que mora sozinha, casal, família numerosa, idoso, cuidador, beneficiário social ou comprador para outra residência.
3. Como vive
Sua realidade pode variar profundamente. Administra alimentação, orçamento, rotina, trabalho, filhos, idosos, compromissos e imprevistos. Pode ser:
- pessoa que mora sozinha;
- casal;
- família pequena;
- família numerosa;
- família com crianças;
- família com idosos;
- família de baixa renda;
- família de renda média;
- família de maior poder aquisitivo;
- morador urbano;
- morador rural;
- pessoa que utiliza outros combustíveis;
- pessoa que cozinha diariamente;
- pessoa que se alimenta frequentemente fora de casa.
4. Quem decide
É necessário identificar quem percebe a necessidade, quem solicita, quem escolhe a revenda, quem paga, quem recebe, quem utiliza o GLP e quem influencia a escolha. Essas pessoas podem ser diferentes.
5. Para que utiliza o GLP
Principalmente para preparação de alimentos e manutenção da continuidade da rotina doméstica.
6. O que desencadeia a compra
- término do GLP;
- percepção de proximidade do término;
- prevenção;
- promoção;
- benefício;
- indicação;
- mudança de residência;
- necessidade de um botijão reserva;
- experiência negativa com concorrente;
- conveniência;
- confiança;
- necessidade de terceiros.
7. Como compra
WhatsApp, telefone, aplicativo, site, presencialmente, Portaria, indicação ou canais digitais.
8. Quando compra
Depende do ciclo de consumo, do número de moradores, dos hábitos alimentares, do uso de forno, da alimentação externa, da existência de outros combustíveis, da sazonalidade, da renda, da região e do histórico individual.
9. Quanto consome
O consumo não deve ser presumido apenas por renda ou região. Devem ser considerados: moradores, refeições preparadas, dias de uso, uso de forno, alimentação externa, hábitos regionais, uso de lenha, uso de eletricidade, sazonalidade e histórico real de compras.
O histórico individual deve prevalecer sobre médias genéricas quando houver dados suficientes.
10. Qual é sua urgência
Pode variar entre preventiva, baixa, moderada, alta ou crítica. A falta do GLP pode interromper imediatamente a rotina familiar.
11. Dores funcionais
- gás acabar inesperadamente;
- demora no atendimento;
- demora na entrega;
- dificuldade de contato;
- preço diferente do informado;
- falta de troco;
- dificuldade de pagamento;
- erro de endereço;
- instalação insegura;
- medo de vazamento;
- necessidade de repetir informações;
- falta de retorno;
- promessa não cumprida.
12. Dores emocionais
- ansiedade;
- sensação de abandono;
- medo de não conseguir preparar alimentos;
- preocupação com crianças;
- preocupação com idosos;
- insegurança ao receber desconhecidos;
- medo de acidentes;
- constrangimento financeiro;
- irritação por não ser ouvido;
- frustração por não ser reconhecido.
13. Desejos
- facilidade;
- rapidez;
- segurança;
- respeito;
- clareza;
- confiança;
- previsibilidade;
- conveniência;
- reconhecimento;
- resolução.
14. O que valoriza
- preço;
- rapidez;
- confiança;
- proximidade;
- segurança;
- educação;
- atendimento;
- entrega;
- pagamento;
- relacionamento;
- marca;
- reputação.
15. Sensibilidade ao preço
Varia conforme renda, concorrência, frequência, experiência, benefício, conveniência e percepção de valor.
16. Sensibilidade ao prazo
Pode ser extremamente alta quando o GLP já acabou.
17. Forma de pagamento
PIX, dinheiro, débito, crédito, benefício social ou outras modalidades permitidas. A preferência deve ser identificada pelo histórico real, não presumida.
18. Canal
O canal preferido deve ser observado e registrado a partir do comportamento individual.
19. Comunicação adequada
- simples;
- clara;
- humana;
- respeitosa;
- objetiva;
- acessível;
- sem termos desnecessariamente técnicos;
- com confirmação das informações importantes.
20. O que não fazer
- ignorar a urgência;
- prometer prazo irreal;
- tratar todos igualmente;
- pressionar;
- presumir condição financeira;
- utilizar linguagem preconceituosa;
- minimizar reclamações;
- culpar o cliente;
- deixar sem retorno;
- tratar dúvidas de segurança com descaso.
21. Sinais de satisfação
- recompra;
- elogio;
- indicação;
- avaliação positiva;
- resposta ao pós-venda;
- preferência pela empresa;
- aumento da interação;
- manutenção da frequência.
22. Sinais de risco
- aumento do ciclo;
- redução da frequência;
- reclamação;
- cancelamento;
- comparação frequente de preços;
- mudança de canal;
- redução de interação;
- experiência negativa;
- compra parcial com concorrentes;
- silêncio após problema.
23. Potencial
- recorrência;
- fidelização;
- indicação;
- venda complementar;
- recuperação;
- participação em programas;
- aumento da frequência;
- relacionamento de longo prazo.
24. Informações que precisam ser coletadas
- composição familiar;
- endereço;
- bairro;
- canal;
- produto;
- frequência;
- ciclo;
- modalidade;
- pagamento;
- histórico;
- preferências;
- reclamações;
- experiências;
- sinais de risco;
- sinais de potencial.
25. O que cada função deve observar
Atendimento observa necessidade e urgência; logística observa prioridade; entregador observa experiência e segurança; relacionamento observa ciclo e satisfação.
26. Impacto do tempo na experiência
A demora pode interromper alimentação, rotina, compromissos e confiança — levando o cliente a procurar imediatamente outra empresa.
CF-01 — Responsável pelo Abastecimento do Lar
A denominação substitui a visão limitada de "dona de casa". Esse cliente não compra apenas um botijão: compra a continuidade da rotina doméstica. Administra tempo, orçamento, necessidades familiares e imprevistos.
1. Definição
Pessoa responsável por garantir a continuidade do GLP na residência e administrar sua reposição.
2. Quem é
Pode ser mulher, homem, pai, mãe, filho, cuidador, idoso ou pessoa que mora sozinha.
3. Como vive
Concilia orçamento, refeições, trabalho, filhos, idosos e tarefas domésticas.
4. Quem decide
Geralmente escolhe o fornecedor, mas o pagamento pode depender de outra pessoa.
5. Para que utiliza o GLP
Manutenção da rotina familiar.
6. O que desencadeia a compra
Percepção de término, chama enfraquecida ou término completo.
7. Como compra
Principalmente por WhatsApp ou telefone.
8. Quando compra
Próximo das refeições ou ao identificar a necessidade.
9. Quanto consome
Varia conforme número de moradores e hábitos alimentares.
10. Urgência
Alta quando a compra é reativa.
11. Dores funcionais
Não conseguir cozinhar, demora, erro no pedido e instalação inadequada.
12. Dores emocionais
Ansiedade, culpa, preocupação e sensação de desamparo.
13. Desejos
Resolver rapidamente e voltar à rotina.
14. O que valoriza
Educação, prazo verdadeiro, facilidade e segurança.
15. Sensibilidade ao preço
Importante, mas pode aceitar diferença quando confia na empresa e precisa de rapidez.
16. Sensibilidade ao prazo
Muito alta quando há refeição em preparo.
17. Forma de pagamento
Prefere meio simples e previamente conhecido.
18. Canal
Repete o canal mais fácil.
19. Comunicação adequada
Próxima, objetiva e confirmatória.
20. O que não fazer
Usar discurso longo, atrasar sem avisar ou tratar a urgência com frieza.
21. Sinais de satisfação
Agradece, salva o contato, volta a comprar e indica.
22. Sinais de risco
Esfria a comunicação, cancela ou deixa de comprar após atraso.
23. Potencial
Alta recorrência e indicação territorial.
24. Informações a coletar
Moradores, ciclo, horário, canal, pagamento e preferência de entrega.
25. Funções
Atendente confirma contexto; logística protege prazo; entregador representa a experiência presencial.
26. Impacto do tempo
Cada minuto adicional aumenta a ansiedade e a probabilidade de cancelamento.
CF-02 — Beneficiário do Gás do Povo
Benefício social não define valor humano nem potencial de relacionamento. O beneficiário pode desenvolver relacionamento de longo prazo com a empresa.
1. Definição
Consumidor Final elegível às condições do programa social aplicável ao acesso ao GLP.
2. Quem é
Pessoa ou família em situação de vulnerabilidade econômica que utiliza benefício público para acesso ao produto.
3. Como vive
- orçamento restrito;
- dificuldade de transporte;
- baixa inclusão digital;
- mobilidade reduzida;
- insegurança sobre regras;
- dificuldade de compreensão dos processos;
- dependência de datas e condições do programa;
- distância da unidade.
4. Quem decide
O próprio beneficiário ou o responsável familiar cadastrado.
5. Para que utiliza o GLP
Necessidade doméstica essencial.
6. O que desencadeia a compra
Disponibilidade do benefício, término do produto, necessidade familiar ou comunicação sobre utilização.
7. Como compra
Conforme regras vigentes, validação e canais disponíveis. Pode retirar na Portaria ou utilizar alternativas permitidas pela operação.
8. Quando compra
Influenciado pelo ciclo de consumo, pelas condições do programa, pela disponibilidade e pela necessidade familiar.
9. Quanto consome
Deve ser compreendido individualmente, sem pressupostos baseados apenas em renda.
10. Urgência
Pode ser alta quando a família depende exclusivamente do benefício.
11. Dores funcionais
- falta de informação;
- burocracia;
- dificuldade de validação;
- falha cadastral;
- deslocamento;
- filas;
- dificuldade digital;
- produto indisponível.
12. Dores emocionais
- constrangimento;
- medo de perder o benefício;
- insegurança;
- sensação de desrespeito;
- medo de não conseguir alimentar a família.
13. Desejos
Dignidade, clareza, facilidade, respeito, acesso e segurança.
14. O que valoriza
Informação, acessibilidade, respeito, orientação, economia, facilidade e rapidez.
15. Sensibilidade ao preço
Alta sensibilidade a quaisquer custos adicionais.
16. Sensibilidade ao prazo
Sensível à espera, ao deslocamento e à repetição de procedimentos.
17. Forma de pagamento
Benefício e, quando aplicável, pagamento de serviços adicionais permitidos.
18. Canal
Pode exigir alternativas presenciais, digitais ou telefônicas.
19. Comunicação adequada
Clara, acessível, respeitosa e sem linguagem burocrática.
20. O que não fazer
- tratar como cliente inferior;
- expor sua condição;
- constranger;
- infantilizar;
- criar barreiras desnecessárias;
- utilizar linguagem discriminatória;
- explorar a vulnerabilidade.
21. Sinais de satisfação
Retorna à mesma unidade, indica, adere aos canais e demonstra confiança.
22. Sinais de risco
Desistência por dificuldade, atendimento inadequado ou falta de informação.
23. Potencial
Relacionamento, indicação, compras futuras e presença territorial.
24. Informações a coletar
Cadastro, elegibilidade, contato, modalidade, mobilidade, experiência e retorno.
25. Funções
Atendimento orienta; Portaria agiliza; logística respeita condições; gestão protege dignidade e conformidade.
26. Impacto do tempo
Demoras podem gerar deslocamentos inúteis, perda de dia de trabalho, constrangimento e abandono.
CF-03 — Cliente de Programa de Parceiros
1. Definição
Consumidor vinculado a empresa, indústria, comércio, associação ou organização parceira/conveniada.
2. Quem é
Funcionário, associado ou participante cadastrado.
3. Como vive
Espera usar um benefício prometido de forma simples e imediata.
4. Quem decide
O próprio cliente, sujeito à validação do vínculo.
5. Para que utiliza o GLP
Uso residencial.
6. O que desencadeia a compra
Necessidade doméstica associada ao benefício disponível.
7. Como compra
Pelo canal informado pela parceria.
8. Quando compra
Conforme ciclo individual.
9. Quanto consome
Residencial, variando por composição familiar.
10. Urgência
Semelhante à do Consumidor Final.
11. Dores funcionais
Cupom não reconhecido, cadastro ausente, regra confusa e preço divergente.
12. Dores emocionais
Frustração, sensação de promessa não cumprida e constrangimento diante do atendente.
13. Desejos
Reconhecimento rápido e vantagem clara.
14. O que valoriza
Exclusividade, agilidade, facilidade, validação rápida, clareza e confiança no convênio.
15. Sensibilidade ao preço
Espera condição realmente diferenciada.
16. Sensibilidade ao prazo
Não aceita demora excessiva para validar o benefício.
17. Forma de pagamento
Conforme política da parceria.
18. Canal
Preferencialmente exclusivo ou identificado.
19. Comunicação adequada
Objetiva, padronizada e informativa.
20. O que não fazer
Desconhecer a parceria ou transferir ao cliente a responsabilidade por falhas internas. O principal risco é a frustração quando a equipe desconhece as regras do programa.
21. Sinais de satisfação
Uso recorrente e indicação entre colegas.
22. Sinais de risco
Desconfiança na parceria e abandono do programa.
23. Potencial
Aquisição em escala, recorrência, fidelização, expansão de parcerias, campanhas internas e indicação.
24. Informações a coletar
Empresa, código, vínculo, validade, adesão, frequência e satisfação.
25. Funções
Atendimento valida; gestão mantém regras; relacionamento estimula adesão; financeiro monitora condição.
26. Impacto do tempo
Validação lenta destrói a percepção de benefício e prejudica a imagem da empresa parceira e da revenda.
CF-04 — Cliente Idoso ou com Necessidade de Apoio
1. Definição
Cliente que pode precisar de acessibilidade, paciência ou apoio adicional.
2. Quem é
Pessoa idosa, com deficiência, limitação temporária ou baixa familiaridade digital.
3. Como vive
Pode apresentar menor familiaridade digital, dificuldade de locomoção, necessidade de comunicação mais paciente, maior preocupação com segurança e dependência de familiares.
4. Quem decide
Pode decidir sozinho ou com apoio familiar.
5. Para que utiliza o GLP
Uso doméstico.
6. O que desencadeia a compra
Término do produto ou orientação familiar.
7. Como compra
Ligação, WhatsApp simples ou por meio de terceiro.
8. Quando compra
Conforme ciclo, muitas vezes mais longo.
9. Quanto consome
Pode ser baixo em residências com uma ou duas pessoas.
10. Urgência
Alta quando não possui apoio ou reserva.
11. Dores funcionais
Dificuldade digital, pagamento, locomoção, instalação e comunicação.
12. Dores emocionais
Medo de golpes, de acidentes, de abandono e de desrespeito.
13. Desejos
Segurança, identificação do entregador, paciência, clareza, confiança e continuidade.
14. O que valoriza
Confiança, reconhecimento, respeito e entregador conhecido.
15. Sensibilidade ao preço
Importante, especialmente com renda fixa.
16. Sensibilidade ao prazo
Espera previsibilidade e comunicação.
17. Forma de pagamento
Meio conhecido e seguro.
18. Canal
Ligação ou comunicação simples.
19. Comunicação adequada
Pausada, clara, confirmatória e sem infantilização.
20. O que não fazer
Infantilizar, apressar, pressionar, usar linguagem confusa, ignorar limitações reais ou presumir incapacidade.
21. Sinais de satisfação
Demonstra confiança, mantém o fornecedor e recomenda à família.
22. Sinais de risco
Medo, dificuldade de acesso ou experiência insegura.
23. Potencial
Alta fidelidade quando existe confiança.
24. Informações a coletar
Necessidades de acessibilidade, contato de apoio, pagamento, preferências e requisitos de segurança.
25. Funções
Atendimento adapta a comunicação; logística confirma; entregador atua com respeito e segurança.
26. Impacto do tempo
A espera sem informação aumenta a insegurança; a rapidez sem cuidado também pode gerar medo.
CF-05 — Comprador para Terceiro
Complexidade central: comprador, pagador, recebedor e usuário podem ser pessoas diferentes. É preciso saber quem compra, quem paga, quem recebe, quem utiliza, qual o endereço e quem autoriza alterações.
1. Definição
Pessoa que compra GLP para outra pessoa, residência ou imóvel.
2. Quem é
Filho, parente, pai, avô, empregador, proprietário, cuidador ou responsável por funcionários e terceiros.
3. Como vive
Administra a necessidade à distância ou por responsabilidade sobre outra pessoa.
4. Quem decide
Comprador, pagador, usuário e recebedor podem ser diferentes.
5. Para que utiliza o GLP
Uso residencial de terceiro.
6. O que desencadeia a compra
Solicitação do usuário ou acompanhamento preventivo.
7. Como compra
Canal digital ou ligação.
8. Quando compra
Conforme a informação do usuário.
9. Quanto consome
O consumo deve ser associado ao endereço de uso, não ao do comprador.
10. Urgência
Pode ser alta, mesmo que o comprador não esteja no local.
11. Dores funcionais
Endereço errado, recebedor ausente e pagamento não identificado.
12. Dores emocionais
Preocupação com pais, idosos ou familiares distantes.
13. Desejos
Controle, confirmação e segurança.
14. O que valoriza
Rastreabilidade e comunicação.
15. Sensibilidade ao preço
Importante, mas a segurança pode prevalecer.
16. Sensibilidade ao prazo
Espera confirmação de saída e de entrega.
17. Forma de pagamento
Frequentemente remoto.
18. Canal
Digital.
19. Comunicação adequada
Deve incluir comprador e recebedor quando necessário.
20. O que não fazer
Misturar cadastros ou presumir que o comprador é o usuário.
21. Sinais de satisfação
Confirmação e repetição do serviço.
22. Sinais de risco
Falha de comunicação entre as partes.
23. Potencial
Múltiplas residências e recorrência.
24. Informações a coletar
Comprador, usuário, pagador, recebedor, endereço e autorização.
25. Funções
Atendimento separa identidades; logística confirma destino; entregador confirma recebedor.
26. Impacto do tempo
Atraso sem informação amplia a ansiedade de quem acompanha à distância.
CF-06 — Morador Individual ou Casal de Baixo Consumo
Longo intervalo não significa automaticamente evasão. O principal risco é classificar como inativo um cliente que apenas possui ciclo naturalmente longo.
1. Definição
Residência com um ou dois moradores e consumo reduzido.
2. Quem é
Pessoa sozinha, casal, estudante ou idoso.
3. Como vive
Pode cozinhar pouco e alimentar-se com frequência fora de casa.
4. Quem decide
Geralmente o próprio usuário.
5. Para que utiliza o GLP
Uso doméstico de baixa intensidade.
6. O que desencadeia a compra
Término, normalmente após ciclo longo.
7. Como compra
Sob demanda.
8. Quando compra
Em intervalos longos.
9. Quanto consome
Baixo, dependendo dos hábitos.
10. Urgência
Pode ser alta no dia da ruptura.
11. Dores funcionais
Ser abordado excessivamente ou classificado como inativo.
12. Dores emocionais
Incômodo com mensagens insistentes.
13. Desejos
Autonomia e facilidade.
14. O que valoriza
Conveniência e comunicação moderada.
15. Sensibilidade ao preço
Variável.
16. Sensibilidade ao prazo
Importante no momento da necessidade.
17. Forma de pagamento
Predominantemente digital ou cartão.
18. Canal
Digital.
19. Comunicação adequada
Objetiva e pouco invasiva.
20. O que não fazer
Enviar lembretes baseados em um ciclo residencial médio inadequado à sua realidade.
21. Sinais de satisfação
Retorna mesmo após longos períodos.
22. Sinais de risco
Confundir ciclo longo com evasão — erro da empresa, não do cliente.
23. Potencial
Fidelidade e indicação.
24. Informações a coletar
Número de moradores, hábitos e ciclo real.
25. Funções
Relacionamento respeita o ciclo; analistas evitam o falso risco.
26. Impacto do tempo
A rapidez importa na hora da compra, mas o excesso de antecipação prejudica a experiência.
CF-07 — Família Numerosa ou de Alto Consumo
1. Definição
Residência com elevado número de moradores ou uso intenso do GLP.
2. Quem é
Família numerosa, residência compartilhada ou com produção doméstica.
3. Como vive
Possui maior número de refeições, uso intenso e maior demanda.
4. Quem decide
Responsável doméstico ou financeiro.
5. Para que utiliza o GLP
Uso doméstico intensivo.
6. O que desencadeia a compra
Ciclo curto ou percepção de término.
7. Como compra
Recorrentemente.
8. Quando compra
Em intervalos menores.
9. Quanto consome
Acima da média residencial.
10. Urgência
Alta, devido ao número de pessoas afetadas.
11. Dores funcionais
Ruptura frequente e dificuldade orçamentária.
12. Dores emocionais
Pressão por alimentar várias pessoas.
13. Desejos
Previsibilidade e condição comercial adequada.
14. O que valoriza
Rapidez, economia e confiança.
15. Sensibilidade ao preço
Alta, pelo impacto acumulado no orçamento.
16. Sensibilidade ao prazo
Muito alta.
17. Forma de pagamento
Pode variar ao longo do mês.
18. Canal
Canal habitual.
19. Comunicação adequada
Preventiva e respeitosa.
20. O que não fazer
Pressionar ou presumir desorganização.
21. Sinais de satisfação
Alta recorrência e concentração de compras.
22. Sinais de risco
Migração por preço ou falhas repetidas.
23. Potencial
Programa de fidelidade, prevenção e acompanhamento do ciclo — a principal oportunidade deste perfil.
24. Informações a coletar
Moradores, ciclo, reserva, pagamento e horários.
25. Funções
Gestão protege o cliente de alto giro; logística acompanha a demanda.
26. Impacto do tempo
A ruptura afeta várias pessoas e amplia rapidamente a insatisfação.
CF-08 — Cliente Rural ou de Uso Misto
Interpretar a baixa frequência como evasão. É preciso conhecer o contexto de uso: o cliente pode combinar GLP com lenha, carvão, eletricidade ou outros meios.
1. Definição
Cliente residencial que combina GLP com outras fontes de energia.
2. Quem é
Morador rural, de distrito, povoado ou área periférica.
3. Como vive
Pode utilizar lenha, carvão ou eletricidade como alternativas.
4. Quem decide
Responsável familiar.
5. Para que utiliza o GLP
Uso doméstico e complementar.
6. O que desencadeia a compra
Necessidade específica ou indisponibilidade da alternativa.
7. Como compra
Portaria, Rota, entrega ou por terceiro.
8. Quando compra
Ciclo irregular.
9. Quanto consome
Variável e sazonal.
10. Urgência
Depende da existência de alternativas disponíveis.
11. Dores funcionais
Distância, Rota irregular e custo logístico.
12. Dores emocionais
Sensação de esquecimento ou abandono territorial.
13. Desejos
Regularidade e comunicação antecipada.
14. O que valoriza
Disponibilidade e confiança logística.
15. Sensibilidade ao preço
Sensível ao custo total, incluindo deslocamento.
16. Sensibilidade ao prazo
Muito alta quando depende de Rota.
17. Forma de pagamento
Conforme a realidade local.
18. Canal
Telefone, WhatsApp ou contato territorial.
19. Comunicação adequada
Antecipada e objetiva.
20. O que não fazer
Presumir evasão ou prometer atendimento inviável.
21. Sinais de satisfação
Adesão à Rota e planejamento das compras.
22. Sinais de risco
Falha logística e ausência de comunicação.
23. Potencial
Expansão territorial e indicação comunitária.
24. Informações a coletar
Localização, alternativas de energia, acesso, frequência e calendário.
25. Funções
Vendas planeja território; logística garante a Rota; relacionamento comunica.
26. Impacto do tempo
Atrasos podem representar dias sem reposição, e não apenas minutos.
Perfil-Mãe — Ponto de Consumo
1. Definição
Empresa, comércio, instituição ou atividade econômica que utiliza GLP como insumo necessário ao funcionamento da operação.
2. Quem é
- restaurante;
- pizzaria;
- padaria;
- panificadora;
- lanchonete;
- marmitaria;
- hotel;
- pousada;
- buffet;
- confeitaria;
- food truck;
- barraca;
- feirante;
- cozinha industrial;
- escola;
- hospital;
- instituição;
- indústria;
- comércio;
- atividade produtiva.
3. Como opera
Seu consumo depende de atividade, produção, equipamentos, horários, dias de funcionamento, sazonalidade, estoque, crescimento e demanda.
4. Quem decide
Pode envolver proprietário, gerente, comprador, cozinheiro, encarregado, financeiro e administrador. É fundamental identificar quem percebe, quem solicita, quem aprova, quem negocia, quem paga, quem recebe e quem utiliza — frequentemente pessoas diferentes.
5. Para que utiliza o GLP
Para produzir e manter a operação funcionando.
6. O que desencadeia a compra
- consumo;
- estoque mínimo;
- ruptura;
- aumento de produção;
- evento;
- sazonalidade;
- programação;
- expansão;
- oportunidade comercial.
7. Como compra
Sob demanda, preventivamente, por programação, contrato, Rota, contato comercial ou canal digital.
8. Quando compra
Conforme o ritmo operacional e o calendário de produção.
9. Quanto consome
Depende de produção, equipamentos, potência, horas, dias, sazonalidade, perdas, crescimento e estoque.
10. Urgência
Alta ou crítica: a falta de GLP pode paralisar a operação.
11. Dores funcionais
- ruptura;
- atraso;
- falta de estoque;
- fornecedor indisponível;
- falha logística;
- perda de produção;
- preço imprevisível;
- ausência de acompanhamento;
- problemas de faturamento.
12. Dores emocionais
- medo de perder clientes;
- pressão da equipe;
- sensação de descontrole;
- medo de avaliação negativa;
- receio de prejuízo;
- insegurança sobre o fornecedor.
13. Desejos
- continuidade;
- previsibilidade;
- confiança;
- disponibilidade;
- acompanhamento;
- eficiência;
- parceria;
- condições comerciais adequadas.
14. O que valoriza
Disponibilidade, preço, prazo, logística, previsibilidade, relacionamento, suporte e confiança.
15. Sensibilidade ao preço
Geralmente relevante — mas não deve ser analisada isoladamente: pode ser superada pelo custo da ruptura.
16. Sensibilidade ao prazo
Alta. Quanto maior a dependência operacional, maior o impacto do atraso.
17. Forma de pagamento
PIX, dinheiro, cartão, faturamento, prazo ou condição comercial negociada.
18. Canal
Depende da estrutura da empresa: consultor, WhatsApp, telefone, sistema ou Rota.
19. Comunicação adequada
Profissional, objetiva, consultiva, clara, preventiva e orientada à solução.
20. O que não fazer
- tratar como Consumidor Final;
- ignorar o impacto da ruptura;
- prometer o que não pode cumprir;
- procurar apenas para vender;
- desconhecer sua operação;
- negligenciar estoque e consumo.
21. Sinais de satisfação
- crescimento do volume;
- concentração das compras;
- indicação;
- abertura para visitas;
- maior relacionamento;
- renovação de acordos;
- abertura para planejamento.
22. Sinais de risco
- redução de volume;
- aumento do intervalo;
- divisão das compras;
- reclamações;
- atrasos;
- inadimplência;
- comparação frequente;
- perda de contato.
23. Potencial
Aumento de volume, concentração de compras, contrato, programação, indicação, expansão e novos pontos.
24. Informações a coletar
- atividade e segmento;
- decisores;
- usuários;
- produtos;
- equipamentos;
- consumo;
- frequência;
- estoque;
- fornecedores;
- pagamento;
- horários;
- sazonalidade;
- riscos;
- potencial.
25. Funções
Consultor diagnostica; logística protege a continuidade; relacionamento monitora o consumo.
26. Impacto do tempo
A demora pode interromper produção, faturamento e reputação.
PC-01 — Restaurantes, Pizzarias e Lanchonetes
1. Definição
Negócios que utilizam GLP diretamente na produção de alimentos, com forte dependência do insumo.
2. Quem é
Operações de almoço, jantar, delivery ou atendimento presencial.
3. Como opera
Possui horários críticos e demanda variável. O horário de funcionamento e os picos de produção precisam ser conhecidos.
4. Quem decide
Cozinha percebe, gerente solicita, proprietário aprova e financeiro paga.
5. Para que utiliza o GLP
Cocção e produção.
6. O que desencadeia a compra
Redução de estoque, fim de semana, aumento de pedidos ou ruptura.
7. Como compra
Entrega rápida, programação ou consultor.
8. Quando compra
Antes dos picos ou emergencialmente durante a operação.
9. Quanto consome
Médio ou alto.
10. Urgência
Crítica quando a produção está ameaçada.
11. Dores funcionais
Cozinha parada, pedidos atrasados e perda de clientes.
12. Dores emocionais
Pressão, medo de avaliação negativa e sensação de descontrole.
13. Desejos
Fornecedor confiável e prioridade no atendimento.
14. O que valoriza
Disponibilidade e rapidez.
15. Sensibilidade ao preço
Relevante, mas menor que o prejuízo de parar.
16. Sensibilidade ao prazo
Tolerância muito baixa.
17. Forma de pagamento
PIX, cartão, faturamento ou prazo.
18. Canal
WhatsApp, ligação e consultor.
19. Comunicação adequada
Objetiva, confirmatória e orientada à produção.
20. O que não fazer
Prometer sem capacidade ou ignorar o horário de pico.
21. Sinais de satisfação
Aumenta a concentração de compras e aceita programação.
22. Sinais de risco
Mantém fornecedor alternativo e reduz volume.
23. Potencial
Programação, estoque de segurança e migração para o produto adequado.
24. Informações a coletar
Produção, horários, reserva, volume e decisor.
25. Funções
Atendente identifica ruptura; consultor planeja; logística prioriza; entregador observa a estrutura.
26. Impacto do tempo
Cada minuto pode significar pedidos parados e clientes esperando na mesa.
PC-02 — Padarias e Panificadoras
Podem iniciar a produção antes do horário comercial. A necessidade de abastecimento preventivo é elevada e uma ruptura pode afetar toda a produção diária.
1. Definição
Operações com produção antecipada e contínua.
2. Quem é
Padaria pequena, média ou industrial.
3. Como opera
Inicia cedo e pode produzir durante todo o dia.
4. Quem decide
Padeiro ou produção identifica; gerente ou dono autoriza.
5. Para que utiliza o GLP
Fornos, fogões e produção.
6. O que desencadeia a compra
Estoque mínimo e programação.
7. Como compra
Preferencialmente de forma preventiva.
8. Quando compra
Antes da produção ou em calendário fixo.
9. Quanto consome
Previsível e recorrente.
10. Urgência
Crítica quando não há reserva.
11. Dores funcionais
Perda de massa, atraso na abertura e interrupção da produção.
12. Dores emocionais
Medo de comprometer toda a produção diária.
13. Desejos
Regularidade e pontualidade.
14. O que valoriza
Calendário, estoque e fornecedor confiável.
15. Sensibilidade ao preço
Importante no custo de produção.
16. Sensibilidade ao prazo
Extremamente sensível.
17. Forma de pagamento
Comercial ou faturado.
18. Canal
Consultor e contato programado.
19. Comunicação adequada
Preventiva e profissional.
20. O que não fazer
Esperar a ruptura para agir.
21. Sinais de satisfação
Cumprimento regular do calendário.
22. Sinais de risco
Queda do volume e busca de fornecedor de contingência.
23. Potencial
Contrato e planejamento de estoque.
24. Informações a coletar
Turnos, consumo, equipamentos e reserva.
25. Funções
Consultor acompanha; logística respeita a janela; gestão garante contingência.
26. Impacto do tempo
Atrasar o abastecimento pode atrasar a abertura do negócio e comprometer todo o faturamento do dia.
PC-03 — Marmitarias e Cozinhas de Produção
1. Definição
Operações concentradas na produção de refeições, com horários críticos.
2. Quem é
Marmitaria, cozinha delivery ou produção terceirizada.
3. Como opera
Possui janela de produção curta e intensa.
4. Quem decide
Proprietário ou responsável pela cozinha.
5. Para que utiliza o GLP
Produção diária de refeições.
6. O que desencadeia a compra
Programação ou percepção de ruptura.
7. Como compra
Entrega.
8. Quando compra
Antes da preparação do almoço ou do jantar.
9. Quanto consome
Médio a alto.
10. Urgência
Crítica durante a produção. Uma ruptura próxima ao período de produção gera prejuízo imediato.
11. Dores funcionais
Perder o horário de venda e atrasar entregas.
12. Dores emocionais
Pressão e medo de decepcionar clientes.
13. Desejos
Rapidez e previsibilidade.
14. O que valoriza
Resposta imediata e segurança.
15. Sensibilidade ao preço
Alta, por operar com margem reduzida.
16. Sensibilidade ao prazo
Altíssima.
17. Forma de pagamento
PIX, dinheiro, cartão ou prazo.
18. Canal
WhatsApp.
19. Comunicação adequada
Rápida e direta.
20. O que não fazer
Enviar mensagens longas ou prazos indefinidos.
21. Sinais de satisfação
Concentração de compras e indicação.
22. Sinais de risco
Alternância de fornecedor em busca de rapidez.
23. Potencial
Abastecimento preventivo.
24. Informações a coletar
Refeições, dias, horários e consumo.
25. Funções
Atendimento identifica a janela; logística prioriza; relacionamento antecipa.
26. Impacto do tempo
O atraso pode fazer a empresa perder exatamente o período em que realiza a maior parte das vendas.
PC-04 — Hotéis, Pousadas e Operações de Hospedagem
1. Definição
Operações que utilizam GLP em alimentação, lavanderia ou aquecimento — podendo utilizá-lo em diferentes áreas simultaneamente.
2. Quem é
Hotel, pousada, hostel ou hospedagem.
3. Como opera
Consumo varia conforme ocupação e eventos.
4. Quem decide
Gerência, manutenção, cozinha e financeiro.
5. Para que utiliza o GLP
Serviços prestados aos hóspedes.
6. O que desencadeia a compra
Ocupação, evento, estoque mínimo ou programação.
7. Como compra
Programação ou contrato.
8. Quando compra
Conforme previsão de ocupação.
9. Quanto consome
Sazonal.
10. Urgência
Alta diante de impacto direto no hóspede. Exige confiabilidade e continuidade.
11. Dores funcionais
Interrupção de serviços e reclamações de hóspedes.
12. Dores emocionais
Medo de prejudicar a reputação.
13. Desejos
Tranquilidade e suporte.
14. O que valoriza
Previsibilidade, documentação e profissionalismo.
15. Sensibilidade ao preço
Importante, mas associado à confiabilidade.
16. Sensibilidade ao prazo
Sensível, especialmente em alta ocupação.
17. Forma de pagamento
Faturamento ou condição comercial.
18. Canal
Formal e comercial.
19. Comunicação adequada
Profissional e documentada.
20. O que não fazer
Ignorar sazonalidade ou mudanças de ocupação.
21. Sinais de satisfação
Renovação e ampliação do contrato.
22. Sinais de risco
Reclamações e renegociação.
23. Potencial
Contrato e serviços adicionais.
24. Informações a coletar
Ocupação, estrutura, consumo e responsáveis.
25. Funções
Consultor planeja; logística acompanha; gestão revisa.
26. Impacto do tempo
Uma falha pode afetar simultaneamente dezenas de hóspedes e gerar repercussão pública.
PC-05 — Buffets, Eventos e Operações Sazonais
Uma única falha pode encerrar o relacionamento. O horário é absoluto: depois do início do evento, a entrega pode perder completamente sua utilidade.
1. Definição
Clientes cuja demanda varia por agenda e eventos, com consumo variável.
2. Quem é
Buffet, cerimonial, festas e eventos.
3. Como opera
Picos concentrados e datas críticas. Precisa de planejamento por agenda, evento e sazonalidade.
4. Quem decide
Proprietário ou responsável pelo evento.
5. Para que utiliza o GLP
Produção e atendimento de eventos.
6. O que desencadeia a compra
Evento contratado.
7. Como compra
Programado.
8. Quando compra
Antes de cada evento.
9. Quanto consome
Variável.
10. Urgência
Crítica na data do evento.
11. Dores funcionais
Falhar diante de grande público.
12. Dores emocionais
Ansiedade e medo de dano à reputação.
13. Desejos
Garantia e contingência.
14. O que valoriza
Compromisso, confirmação e reserva.
15. Sensibilidade ao preço
Negociado por evento ou volume.
16. Sensibilidade ao prazo
Não tolera falha na data.
17. Forma de pagamento
Antecipado, PIX, cartão ou faturamento.
18. Canal
Consultor e WhatsApp.
19. Comunicação adequada
Planejada e confirmatória.
20. O que não fazer
Deixar a confirmação para o último momento.
21. Sinais de satisfação
Recontratação.
22. Sinais de risco
Uma única falha pode encerrar o relacionamento.
23. Potencial
Calendário anual e indicação.
24. Informações a coletar
Agenda, volume, local, contingência e responsável.
25. Funções
Vendas planeja; logística confirma; gestão monitora o evento.
26. Impacto do tempo
O horário é absoluto: depois do início do evento, a entrega perde utilidade.
PC-06 — Food Trucks, Ambulantes, Feirantes e Pequenas Operações
1. Definição
Operações móveis ou de pequeno porte, com menor estoque e maior vulnerabilidade à ruptura.
2. Quem é
Food truck, barraca, feirante e ambulante.
3. Como opera
Capital e estoque limitados.
4. Quem decide
Proprietário-operador.
5. Para que utiliza o GLP
Produção e venda direta.
6. O que desencadeia a compra
Evento, feira, término ou aumento de movimento.
7. Como compra
Portaria, entrega ou Rota.
8. Quando compra
Próximo do horário de funcionamento.
9. Quanto consome
Pequeno ou médio, mas concentrado.
10. Urgência
Alta.
11. Dores funcionais
Perder o dia de trabalho.
12. Dores emocionais
Medo de perder a renda diária.
13. Desejos
Preço, disponibilidade e rapidez.
14. O que valoriza
Facilidade, agilidade e acesso.
15. Sensibilidade ao preço
Alta.
16. Sensibilidade ao prazo
Alta.
17. Forma de pagamento
PIX ou dinheiro.
18. Canal
WhatsApp ou Portaria.
19. Comunicação adequada
Direta.
20. O que não fazer
Criar burocracia.
21. Sinais de satisfação
Recompra frequente.
22. Sinais de risco
Migração imediata por indisponibilidade.
23. Potencial
Programação por eventos e feiras.
24. Informações a coletar
Locais, dias, eventos e volume.
25. Funções
Vendas organiza o calendário; logística adapta o acesso.
26. Impacto do tempo
O atraso pode eliminar a única janela de faturamento do dia.
PC-07 — Operações Industriais, Institucionais ou de Maior Complexidade
1. Definição
Operações que utilizam GLP em processos técnicos ou essenciais, exigindo análise específica de consumo, contrato, segurança, abastecimento, estrutura e risco operacional.
2. Quem é
Indústria, hospital, escola ou instituição. Condomínios e clientes a granel possuem perfil próprio (PC-08).
3. Como opera
Possui requisitos técnicos, documentais e de segurança.
4. Quem decide
Técnico, comprador, financeiro, gestão e direção.
5. Para que utiliza o GLP
Produção, energia, alimentação ou serviço essencial.
6. O que desencadeia a compra
Planejamento, medição, contrato ou risco de ruptura.
7. Como compra
Contrato e programação.
8. Quando compra
Conforme estoque e planejamento.
9. Quanto consome
Médio, alto ou muito alto.
10. Urgência
Crítica.
11. Dores funcionais
Parada de operação, não conformidade e risco coletivo.
12. Dores emocionais
Responsabilidade institucional e medo de incidentes.
13. Desejos
Segurança, conformidade e previsibilidade.
14. O que valoriza
Dados, compromisso, suporte e contingência.
15. Sensibilidade ao preço
Analisado com custo total e risco.
16. Sensibilidade ao prazo
Altíssima.
17. Forma de pagamento
Faturamento e contrato.
18. Canal
Formal.
19. Comunicação adequada
Técnica, executiva e documentada.
20. O que não fazer
Improvisar ou omitir riscos.
21. Sinais de satisfação
Renovação e expansão contratual.
22. Sinais de risco
Não conformidade, falha e perda do contrato.
23. Potencial
Relacionamento de alto valor.
24. Informações a coletar
Estrutura, consumo, estoque, responsáveis e requisitos técnicos.
25. Funções
Consultor técnico diagnostica; logística executa; gestão garante governança.
26. Impacto do tempo
A demora pode gerar interrupção coletiva, prejuízo elevado ou risco institucional.
PC-08 — Condomínio e Consumidor a Granel
O risco aqui não é diário — é cíclico. No dia a dia o contrato protege; o perigo se concentra na janela de renovação, quando o condomínio abre cotação. E a falta atinge dezenas de famílias de uma só vez.
1. Definição
Cliente coletivo atendido por instalação central ou sistema de abastecimento de maior capacidade (granel ou bateria de cilindros).
2. Quem é
Condomínio residencial, conjunto habitacional ou cliente com central de gás e medição coletiva.
3. Como opera
Abastece a central que atende banho e cozinha dos moradores. O consumo é coletivo, previsível e proporcional ao número de unidades ocupadas.
4. Quem decide
A decisão é colegiada e pode envolver síndico, administradora, conselho, responsável técnico e financeiro.
5. Para que utiliza o GLP
Abastecimento coletivo dos moradores.
6. O que desencadeia a compra
Nível do tanque, calendário programado, contrato ou processo de cotação/renovação.
7. Como compra
Contrato e abastecimento programado.
8. Quando compra
Conforme medição, nível mínimo ou agenda contratual.
9. Quanto consome
Alto e previsível, proporcional às unidades ocupadas.
10. Urgência
Média na rotina — crítica na ruptura, pois afeta muitas famílias simultaneamente.
11. Dores funcionais
- risco de desabastecimento coletivo;
- reclamações de moradores;
- falha técnica;
- reajuste;
- dificuldade de prestação de contas;
- atendimento lento;
- falta de medição confiável;
- problemas contratuais.
12. Dores emocionais
Exposição do síndico perante os moradores, medo de cobrança coletiva e insegurança na prestação de contas.
13. Desejos
- tranquilidade;
- segurança;
- fornecedor estruturado;
- prestação de contas;
- previsibilidade;
- suporte técnico;
- continuidade;
- comunicação formal.
14. O que valoriza
Documentação, relatórios de consumo, suporte técnico e formalidade.
15. Sensibilidade ao preço
Alta: compara cotações e a decisão é coletiva, com forte peso do custo por unidade.
16. Sensibilidade ao prazo
Média na rotina; intolerante à ruptura.
17. Forma de pagamento
Faturamento, boleto ou condição contratual.
18. Canal
Formal, via síndico ou administradora.
19. Comunicação adequada
Formal, documentada, transparente, técnica, orientada a indicadores e com relatórios.
20. O que não fazer
Tratar o síndico como consumidor comum, deixar a renovação para a última hora ou não apresentar consumo medido e comprovado.
21. Sinais de satisfação
Renovação de contrato, ampliação de escopo e indicação a outras administradoras.
22. Sinais de risco
Abertura de cotação, reclamações de moradores, questionamento de medição e troca de administradora.
23. Potencial
Contrato de longo prazo, manutenção, serviços de segurança e indicação de outros condomínios da mesma administradora.
24. Informações a coletar
Unidades, taxa de ocupação, capacidade do tanque, consumo medido, vigência do contrato, decisores e administradora.
25. Funções
Vendas cuida do relacionamento institucional; logística garante o nível do tanque; gestão dispara alerta de renovação com 60 a 90 dias de antecedência.
26. Impacto do tempo
Uma falha atinge dezenas de famílias ao mesmo tempo e vira crise reputacional — e a demora em antecipar a renovação entrega o contrato ao concorrente.
PC-09 — Ponto de Consumo P20 (Aplicações Técnicas)
Perfil de baixo volume e alta especificidade. Nos padrões observados, o P20 tem demanda ligada à atividade operacional — não ao consumo residencial — com picos às 08h, 09h, 14h, 16h e 17h.
1. Definição
Cliente comercial ou institucional que utiliza P20, geralmente associado a equipamentos específicos, empilhadeiras ou aplicações técnicas.
2. Quem é
Operação com equipamento dedicado: empilhadeira, máquina, processo técnico ou aplicação que exige esse recipiente.
3. Como opera
O consumo acompanha as horas de operação do equipamento, não o preparo de alimentos.
4. Quem decide
Responsável técnico, manutenção, comprador ou encarregado de operação.
5. Para que utiliza o GLP
Manter equipamento ou processo específico em funcionamento.
6. O que desencadeia a compra
Fim do recipiente em uso, troca de turno ou programação de manutenção.
7. Como compra
Pedido direto, programação ou consultor.
8. Quando compra
Dentro da janela operacional — a entrega precisa ser compatível com o horário de funcionamento.
9. Quanto consome
Volume total baixo em relação ao P13 e ao P45, porém crítico e recorrente.
10. Urgência
Alta: com o recipiente vazio, o equipamento simplesmente para.
11. Dores funcionais
- equipamento parado;
- indisponibilidade do produto;
- incompatibilidade do recipiente;
- ausência de estoque;
- entrega fora do horário de operação;
- falta de conhecimento técnico do fornecedor.
12. Dores emocionais
Frustração com fornecedor que não domina a aplicação e insegurança sobre a compatibilidade.
13. Desejos
Produto correto, disponibilidade, previsibilidade, fornecedor tecnicamente preparado e entrega compatível com o horário operacional.
14. O que valoriza
Competência técnica e disponibilidade do recipiente certo.
15. Sensibilidade ao preço
Moderada: pesa menos que a disponibilidade e a compatibilidade.
16. Sensibilidade ao prazo
Alta dentro da janela operacional.
17. Forma de pagamento
Faturamento ou condição empresarial.
18. Canal
Consultor, telefone ou sistema.
19. Comunicação adequada
Técnica, precisa, objetiva e orientada à aplicação.
20. O que não fazer
Tratar como pedido residencial, oferecer recipiente incompatível ou entregar fora da janela de operação.
21. Sinais de satisfação
Programação aceita e concentração das compras.
22. Sinais de risco
Queda de frequência (pode indicar troca de equipamento, de energético ou de fornecedor).
23. Potencial
Contrato técnico, ampliação de equipamentos e atendimento de toda a frota/parque do cliente.
24. Informações a coletar
Cadastro técnico do uso, equipamento, periodicidade, número de recipientes em giro, horário de operação e estoque.
25. Funções
Consultor faz o cadastro técnico da aplicação; logística respeita a janela; gestão acompanha o consumo por equipamento.
26. Impacto do tempo
O atraso não atrasa uma refeição: para uma máquina — e com ela, a operação que depende dela.
Perfil-Mãe — Revenda
1. Definição
Empresa ou operação comercial que compra GLP para revender a terceiros.
2. Quem é
- pequena Revenda;
- Revenda urbana;
- Revenda rural;
- Revenda multibandeira;
- Revenda bandeirada;
- Revenda familiar;
- Revenda profissionalizada;
- Revenda recém-aberta;
- Revenda madura;
- Revenda em expansão;
- Revenda em declínio.
3. Como opera
Sua realidade depende de território, carteira, concorrência, estoque, giro, capital, equipe, logística, margem, gestão e fornecedor.
4. Quem decide
Proprietário, sócio, gerente, comprador, financeiro ou responsável operacional.
5. Para que utiliza o GLP
Comercialização.
6. O que desencadeia a compra
- redução de estoque;
- programação;
- demanda;
- sazonalidade;
- oportunidade;
- preço;
- condição comercial;
- expansão;
- crescimento.
7. Como compra
Pedido, negociação, programação, contrato, Rota, consultor ou central.
8. Quando compra
Conforme giro, estoque, capital, frequência de abastecimento e demanda.
9. Quanto consome
Depende da carteira, do território, da concorrência, da gestão, do preço, do estoque, do capital, da operação e da sazonalidade.
10. Urgência
Relacionada ao risco de ruptura e à perda de vendas.
11. Dores funcionais
- falta de produto;
- margem baixa;
- concorrência;
- atraso;
- falha de abastecimento;
- preço;
- capital limitado;
- baixa previsibilidade;
- suporte insuficiente.
12. Dores emocionais
- medo de perder território;
- insegurança sobre margem;
- pressão da concorrência;
- receio de ruptura;
- sensação de abandono;
- medo de investir e não crescer;
- insegurança em relação ao futuro.
13. Desejos
- crescer;
- aumentar margem;
- ter produto;
- vender mais;
- melhorar a gestão;
- fortalecer território;
- ter fornecedor confiável;
- receber suporte.
14. O que valoriza
Preço, margem, disponibilidade, logística, relacionamento, prazo, suporte, confiança, parceria e desenvolvimento.
15. Sensibilidade ao preço
Geralmente alta. Mas o preço não explica sozinho a permanência.
16. Sensibilidade ao prazo
Alta diante do risco de ruptura e estoque baixo.
17. Forma de pagamento
Conforme política comercial e relacionamento.
18. Canal
Consultor, vendedor, central, WhatsApp, telefone, Rota ou visita.
19. Comunicação adequada
Empresarial, direta, consultiva, transparente e orientada a resultado.
20. O que não fazer
- procurar apenas para tirar pedido;
- desconhecer o negócio;
- prometer e não cumprir;
- ignorar margem;
- ignorar concorrência;
- tratar toda Revenda igualmente;
- abandonar após a venda.
21. Sinais de satisfação
- crescimento;
- aumento do volume;
- maior concentração de compras;
- abertura comercial;
- indicações;
- confiança;
- planejamento conjunto.
22. Sinais de risco
- redução do volume;
- perda de frequência;
- divisão de compras;
- inadimplência;
- reclamações;
- troca de fornecedor;
- dificuldade financeira;
- perda de território.
23. Potencial
Crescimento, expansão, concentração, desenvolvimento, aumento de território, novos mercados e parceria.
24. Informações a coletar
- estrutura;
- território;
- carteira;
- volume;
- estoque;
- giro;
- margem;
- concorrência;
- fornecedores;
- capital;
- logística;
- gestão;
- equipe;
- objetivos;
- riscos;
- potencial.
25. Funções
Vendas diagnostica; logística abastece; gestão protege o relacionamento.
26. Impacto do tempo
A demora pode provocar ruptura, perda de venda e migração para outro fornecedor.
RV-01 — Pequena Revenda
1. Definição
Revenda de estrutura enxuta, capital limitado e forte dependência do proprietário.
2. Quem é
Normalmente conduzida pelo próprio dono.
3. Como opera
Baixo estoque e alta dependência do giro.
4. Quem decide
O dono.
5. Para que utiliza o GLP
Revenda local.
6. O que desencadeia a compra
Estoque baixo.
7. Como compra
Rota ou pedido direto.
8. Quando compra
Com frequência relacionada ao caixa.
9. Quanto consome
Baixo ou médio.
10. Urgência
Alta diante de ruptura.
11. Dores funcionais
Capital, margem, falta de produto e transporte.
12. Dores emocionais
Medo de não sobreviver à concorrência.
13. Desejos
Estabilidade e crescimento.
14. O que valoriza
Preço, condição e disponibilidade.
15. Sensibilidade ao preço
Muito alta.
16. Sensibilidade ao prazo
Alta.
17. Forma de pagamento
À vista ou condição curta.
18. Canal
Vendedor ou Rota.
19. Comunicação adequada
Simples e comercial.
20. O que não fazer
Impor volume incompatível com sua capacidade.
21. Sinais de satisfação
Aumenta gradualmente as compras.
22. Sinais de risco
Redução silenciosa e falta de capital.
23. Potencial
Desenvolvimento assistido.
24. Informações a coletar
Capital, giro, estoque, território e concorrência.
25. Funções
Consultor orienta; gestor acompanha; logística cumpre.
26. Impacto do tempo
Uma falha pode deixar a Revenda sem produto e sem receita.
RV-02 — Revenda Familiar
1. Definição
Negócio administrado por membros da família, com decisões centralizadas e menor formalização dos processos.
2. Quem é
Empresa com gestão centralizada e relações pessoais fortes.
3. Como opera
Pode possuir pouca formalização de processos.
4. Quem decide
Fundador ou núcleo familiar.
5. Para que utiliza o GLP
Comercialização.
6. O que desencadeia a compra
Estoque e decisão do proprietário.
7. Como compra
Relacionamento direto.
8. Quando compra
Conforme giro.
9. Quanto consome
Variável.
10. Urgência
Alta.
11. Dores funcionais
Desorganização e concentração de decisões.
12. Dores emocionais
Medo de perder o legado e o controle.
13. Desejos
Segurança e continuidade.
14. O que valoriza
Confiança pessoal.
15. Sensibilidade ao preço
Importante.
16. Sensibilidade ao prazo
Alta.
17. Forma de pagamento
Negociado.
18. Canal
Contato pessoal.
19. Comunicação adequada
Respeitosa e consultiva.
20. O que não fazer
Desconsiderar as relações familiares ou negociar com interlocutor sem autoridade real.
21. Sinais de satisfação
Relacionamento duradouro.
22. Sinais de risco
Conflitos internos e questões de sucessão.
23. Potencial
Profissionalização.
24. Informações a coletar
Decisores, sucessão, estrutura e objetivos.
25. Funções
Consultor mapeia a decisão; gestão protege o relacionamento.
26. Impacto do tempo
Demora e falta de retorno são interpretadas como falta de consideração pessoal.
RV-03 — Revenda Profissionalizada
1. Definição
Revenda com gestão, equipe, processos, indicadores e planejamento.
2. Quem é
Operação estruturada.
3. Como opera
Planejamento, controle de estoque e metas.
4. Quem decide
Gestores e compradores.
5. Para que utiliza o GLP
Comercialização estruturada.
6. O que desencadeia a compra
Planejamento e análise de indicadores.
7. Como compra
Programação e negociação.
8. Quando compra
Conforme indicadores.
9. Quanto consome
Médio ou alto.
10. Urgência
Controlada, mas crítica em caso de falhas.
11. Dores funcionais
Fornecedor desorganizado e falta de previsibilidade.
12. Dores emocionais
Frustração com a baixa profissionalização do parceiro.
13. Desejos
Integração, dados e eficiência.
14. O que valoriza
SLA, suporte e previsibilidade.
15. Sensibilidade ao preço
Avalia custo total, não apenas o preço unitário.
16. Sensibilidade ao prazo
Exige cumprimento rigoroso.
17. Forma de pagamento
Estruturado.
18. Canal
Consultor e sistema.
19. Comunicação adequada
Executiva e baseada em dados.
20. O que não fazer
Improvisar ou fornecer informações inconsistentes.
21. Sinais de satisfação
Amplia volume e parceria.
22. Sinais de risco
Troca por fornecedor mais eficiente.
23. Potencial
Integração e contratos.
24. Informações a coletar
Indicadores, metas, estoque e planos de expansão.
25. Funções
Equipe comercial atua consultivamente; logística entrega previsibilidade.
26. Impacto do tempo
Atrasos comprometem planejamento, indicadores e confiança institucional.
RV-04 — Revenda Rural ou de Pequeno Município
1. Definição
Revenda em território distante ou de baixa densidade, fortemente dependente da logística e da frequência da Rota.
2. Quem é
Pequena operação regional.
3. Como opera
Depende de Rota e da formação de estoque.
4. Quem decide
Proprietário.
5. Para que utiliza o GLP
Abastecimento local.
6. O que desencadeia a compra
Calendário e estoque.
7. Como compra
Rota.
8. Quando compra
Conforme passagem programada.
9. Quanto consome
Médio, com compras concentradas.
10. Urgência
Alta quando a Rota falha.
11. Dores funcionais
Distância e reposição difícil.
12. Dores emocionais
Sensação de abandono territorial.
13. Desejos
Regularidade e comunicação.
14. O que valoriza
Confirmação, disponibilidade e confiança logística.
15. Sensibilidade ao preço
Sensível ao custo logístico.
16. Sensibilidade ao prazo
Altíssima em relação à data da Rota.
17. Forma de pagamento
Conforme negociação.
18. Canal
Vendedor de Rota.
19. Comunicação adequada
Antecipada e confirmatória.
20. O que não fazer
Alterar o calendário sem aviso.
21. Sinais de satisfação
Planeja e aumenta volume.
22. Sinais de risco
Busca outro fornecedor por falha logística.
23. Potencial
Expansão regional.
24. Informações a coletar
Calendário, estoque, capacidade e território.
25. Funções
Vendas confirma; logística cumpre; gestão acompanha ausências.
26. Impacto do tempo
Perder uma Rota pode significar esperar vários dias pelo próximo abastecimento.
RV-05 — Revenda Recém-Aberta
1. Definição
Operação em fase inicial, que precisa desenvolver carteira, território, marca, operação e previsibilidade.
2. Quem é
Novo empreendedor.
3. Como opera
Carteira pequena e alto grau de incerteza.
4. Quem decide
Fundador.
5. Para que utiliza o GLP
Entrada no mercado.
6. O que desencadeia a compra
Formação de estoque.
7. Como compra
Negociação inicial.
8. Quando compra
Conforme início das vendas.
9. Quanto consome
Ainda instável.
10. Urgência
Alta, por falta de histórico e reserva.
11. Dores funcionais
Capital, conhecimento e baixa demanda inicial.
12. Dores emocionais
Medo do fracasso.
13. Desejos
Orientação e crescimento.
14. O que valoriza
Suporte e parceria.
15. Sensibilidade ao preço
Alta.
16. Sensibilidade ao prazo
Importante.
17. Forma de pagamento
Normalmente restrito.
18. Canal
Consultor.
19. Comunicação adequada
Educativa e consultiva.
20. O que não fazer
Vender volume sem avaliar a capacidade real de giro.
21. Sinais de satisfação
Evolução e aumento consistente das compras.
22. Sinais de risco
Desistência precoce.
23. Potencial
Desenvolvimento de longo prazo.
24. Informações a coletar
Plano, território, capital, estrutura e metas.
25. Funções
Consultor acompanha; gestor orienta; logística dimensiona.
26. Impacto do tempo
A demora no suporte pode comprometer os primeiros clientes e a reputação inicial.
RV-06 — Revenda em Expansão
1. Definição
Revenda em crescimento de volume, território ou unidades, com potencial comprovado.
2. Quem é
Operação com tração e resultados demonstrados.
3. Como opera
Aumenta carteira, estoque e equipe.
4. Quem decide
Direção e gestão.
5. Para que utiliza o GLP
Expansão comercial.
6. O que desencadeia a compra
Crescimento da demanda.
7. Como compra
Programação crescente.
8. Quando compra
Com maior frequência.
9. Quanto consome
Em tendência de alta.
10. Urgência
Alta, para não interromper o crescimento.
11. Dores funcionais
Limite de crédito, estoque e logística.
12. Dores emocionais
Medo de crescer de forma desorganizada.
13. Desejos
Escala, capital, suporte, planejamento, estrutura e segurança.
14. O que valoriza
Fornecedor capaz de acompanhar seu ritmo.
15. Sensibilidade ao preço
Negocia por volume.
16. Sensibilidade ao prazo
Exige consistência.
17. Forma de pagamento
Condição compatível com a expansão.
18. Canal
Gestão comercial.
19. Comunicação adequada
Estratégica e baseada em planejamento.
20. O que não fazer
Tratar como carteira comum.
21. Sinais de satisfação
Ampliação da participação.
22. Sinais de risco
Migração para fornecedor com maior capacidade.
23. Potencial
Alto ou estratégico.
24. Informações a coletar
Plano de expansão, volume, capital e capacidade.
25. Funções
Direção acompanha; vendas desenvolve; logística dimensiona.
26. Impacto do tempo
Lentidão na resposta faz a Revenda buscar um parceiro mais preparado para sustentar seu crescimento.
RV-07 — Revenda Madura
1. Definição
Operação consolidada e conhecida no território.
2. Quem é
Revenda com carteira, histórico e reputação.
3. Como opera
Volume estável e processos conhecidos.
4. Quem decide
Proprietário ou gestão.
5. Para que utiliza o GLP
Manutenção e crescimento.
6. O que desencadeia a compra
Giro e planejamento.
7. Como compra
Programado.
8. Quando compra
Ciclo conhecido.
9. Quanto consome
Estável ou moderadamente crescente.
10. Urgência
Controlada.
11. Dores funcionais
Estagnação e margem pressionada.
12. Dores emocionais
Medo de perder relevância.
13. Desejos
Manter participação, melhorar margem, profissionalizar, inovar e reter clientes.
14. O que valoriza
Reconhecimento, suporte e parceria.
15. Sensibilidade ao preço
Importante, mas considera o relacionamento.
16. Sensibilidade ao prazo
Exige consistência.
17. Forma de pagamento
Histórico consolidado.
18. Canal
Consultor ou gestão.
19. Comunicação adequada
Estratégica.
20. O que não fazer
Presumir fidelidade eterna.
21. Sinais de satisfação
Estabilidade e abertura para novos projetos.
22. Sinais de risco
Acomodação e redução silenciosa do volume.
23. Potencial
Eficiência, novos mercados e inovação.
24. Informações a coletar
Participação, margem, concorrência e metas.
25. Funções
Gestão protege; consultor renova valor; relacionamento evita a acomodação.
26. Impacto do tempo
Demoras repetidas desgastam relacionamentos antigos que muitas vezes pareciam garantidos.
RV-08 — Revenda em Declínio ou Risco
Exige diagnóstico aprofundado. Sinais: redução de volume, perda de clientes, dificuldade financeira, problemas operacionais, concorrência crescente e desorganização.
1. Definição
Revenda com queda de volume, clientes, capacidade ou saúde financeira.
2. Quem é
Operação com sinais de deterioração.
3. Como opera
Pode estar desorganizada, endividada ou perdendo mercado.
4. Quem decide
Proprietário sob pressão.
5. Para que utiliza o GLP
Tentativa de manter a atividade.
6. O que desencadeia a compra
Necessidade imediata e falta de capital.
7. Como compra
Irregularmente.
8. Quando compra
Conforme o caixa.
9. Quanto consome
Em queda.
10. Urgência
Alta, mas acompanhada de risco financeiro.
11. Dores funcionais
Inadimplência, estoque, concorrência e baixa venda.
12. Dores emocionais
Medo, vergonha, frustração e perda de identidade.
13. Desejos
Recuperação e apoio.
14. O que valoriza
Compreensão e solução realista.
15. Sensibilidade ao preço
Extremamente alta.
16. Sensibilidade ao prazo
Pode buscar prazo financeiro e rapidez operacional.
17. Forma de pagamento
Maior risco — exige limites definidos.
18. Canal
Contato direto com o decisor.
19. Comunicação adequada
Respeitosa, firme e consultiva.
20. O que não fazer
Humilhar, pressionar irresponsavelmente ou ampliar a exposição de crédito sem análise.
21. Sinais de satisfação
Retomada gradual das compras.
22. Sinais de risco
Encerramento, inadimplência e migração.
23. Potencial
Recuperação, quando existe viabilidade real.
24. Informações a coletar
Causas da queda, dívida, estoque, território e plano de recuperação.
25. Funções
Gestão avalia o risco; consultor diagnostica; financeiro estabelece limites.
26. Impacto do tempo
A demora em identificar o declínio reduz drasticamente a possibilidade de recuperação.
CP-01 — Comprador de Vasilhame (casco)
Quem compra vasilhame não está comprando gás: está comprando patrimônio. Carga e casco são operações diferentes, com motivações, dores e potenciais diferentes — e devem ser registradas separadamente.
1. Definição
Cliente que adquire o recipiente (casco), e não a carga de GLP. Atravessa os três mercados: pode ser Consumidor Final, Ponto de Consumo ou Revenda.
2. Quem é
Pessoa ou empresa que precisa de capacidade adicional de armazenamento, reserva ou patrimônio.
3. Como vive ou opera
Nos padrões observados, a movimentação de vasilhame P13 é expressiva e concentra-se entre 09h e 12h e entre 16h e 19h — acompanhando o mesmo ritmo do consumo residencial.
4. Quem decide
O próprio comprador, ou o responsável pelo negócio quando a compra visa ampliar capacidade.
5. Para que utiliza
Adquirir patrimônio ou capacidade adicional de armazenamento e consumo.
6. O que desencadeia a compra
- primeira compra (cliente novo, sem botijão);
- formação de estoque;
- abertura de Revenda;
- aumento de capacidade;
- necessidade de botijão reserva;
- substituição de recipiente danificado ou vencido;
- compra para terceiro.
7. Como compra
Portaria ou entrega, geralmente junto com a primeira carga.
8. Quando compra
Em momentos de mudança: nova residência, novo negócio, expansão ou substituição.
9. Quanto consome
Compra pontual de patrimônio — não deve alimentar o cálculo de ciclo de recompra de carga.
10. Urgência
Variável: alta quando é a primeira compra e o cliente está sem qualquer recipiente.
11. Dores funcionais
- preço elevado;
- dúvida sobre procedência;
- qualidade e estado do vasilhame;
- documentação;
- disponibilidade;
- troca inadequada.
12. Dores emocionais
Insegurança sobre estar comprando um recipiente velho, irregular ou perigoso.
13. Desejos
Segurança, procedência, condição comercial, disponibilidade e garantia.
14. O que valoriza
Confiança na origem do casco e transparência sobre seu estado.
15. Sensibilidade ao preço
Alta — é um desembolso de capital, não de consumo.
16. Sensibilidade ao prazo
Alta apenas quando é a primeira compra.
17. Forma de pagamento
Frequentemente parcelado ou negociado, por ser aquisição patrimonial.
18. Canal
Portaria, WhatsApp ou consultor.
19. Comunicação adequada
Transparente sobre procedência, estado, validade e garantia do recipiente.
20. O que não fazer
Misturar a venda de casco com a de carga nos registros, omitir a procedência ou entregar vasilhame em más condições.
21. Sinais de satisfação
Retorna para comprar a carga na mesma empresa — a venda do casco é a porta de entrada do relacionamento.
22. Sinais de risco
Compra o casco e nunca retorna para a carga: sinal de que a empresa perdeu o cliente para o concorrente logo na primeira recompra.
23. Potencial
Altíssimo e frequentemente ignorado: cada casco vendido é um ciclo de recompra de carga que começa. Pode ainda revelar uma Revenda nascendo.
24. Informações a coletar
Finalidade da compra, se é primeira aquisição, quantos recipientes já possui, se pretende revender e o endereço de uso.
25. Funções
Atendimento identifica a finalidade e classifica o mercado; gestão diferencia venda patrimonial de venda de carga; relacionamento acompanha a primeira recompra.
26. Impacto do tempo
Quem compra o casco e não é acompanhado nos primeiros ciclos tende a ser capturado pelo primeiro concorrente que ligar.
CP-02 — Comprador de Regulador e Acessórios
O regulador não é uma "venda adicional": é uma venda consultiva de segurança. Quase sempre o cliente está reagindo a um problema — e, muitas vezes, a um medo.
1. Definição
Cliente que compra regulador, mangueira, válvula ou acessório de instalação.
2. Quem é
Predominantemente Consumidor Final, mas também Pontos de Consumo que precisam adequar a vazão de seus equipamentos.
3. Como vive ou opera
Nos padrões observados, o comportamento acompanha de perto o do P13, com forte concentração entre 10h e 12h e novo pico entre 17h e 20h — ou seja, o cliente descobre o problema na hora de cozinhar.
4. Quem decide
O próprio usuário, muitas vezes sem conhecimento técnico e sob pressão do momento.
5. Para que utiliza
Resolver problema de instalação, segurança, vazão ou substituição de equipamento.
6. O que desencadeia a compra
Um problema já instalado: chama fraca, cheiro de gás, regulador vencido, mangueira ressecada ou equipamento novo incompatível.
7. Como compra
Muitas vezes junto com o botijão, no mesmo pedido.
8. Quando compra
No momento da falha — normalmente durante o preparo de uma refeição.
9. Quanto consome
Compra pontual, mas com vida útil definida — o que permite alerta de validade e recompra programada.
10. Urgência
Alta: sem o regulador correto, o gás não chega ao fogão.
11. Dores funcionais
- chama fraca;
- vazamento;
- regulador vencido;
- incompatibilidade;
- dificuldade na instalação;
- falta de conhecimento técnico.
12. Dores emocionais
Medo. Medo de vazamento, de explosão, de estar colocando a família em risco.
13. Desejos
Equipamento correto, segurança, orientação, instalação e confiança.
14. O que valoriza
Orientação honesta e a certeza de que o problema foi resolvido com segurança.
15. Sensibilidade ao preço
Moderada — a segurança tende a prevalecer sobre o preço.
16. Sensibilidade ao prazo
Alta, pois o problema já está acontecendo.
17. Forma de pagamento
Junto com o pedido do gás.
18. Canal
WhatsApp, telefone ou Portaria.
19. Comunicação adequada
Técnica, mas simples. Orientada à segurança, com explicação de compatibilidade — e sem criar medo desnecessário para forçar a venda.
20. O que não fazer
Tratar como mero "adicional de venda", explorar o medo do cliente, vender item incompatível ou deixar a instalação sem orientação.
21. Sinais de satisfação
Aceita a orientação, resolve o problema e passa a confiar tecnicamente na empresa.
22. Sinais de risco
Reclamação sobre o item vendido ou reincidência do problema — abala a confiança na segurança da empresa.
23. Potencial
Venda consultiva, inspeção de instalação, registro do equipamento e alerta de validade — gerando recompra programada e reforçando a autoridade técnica da revenda.
24. Informações a coletar
Aplicação, capacidade/vazão necessária, equipamento do cliente, data de instalação e validade do regulador.
25. Funções
Atendimento verifica a aplicação e confirma a capacidade; entregador orienta a instalação e observa riscos; gestão registra o equipamento e programa o alerta de validade.
26. Impacto do tempo
Aqui o tempo tem outra natureza: a demora não custa apenas uma venda — pode custar a segurança de uma família.
Comportamentos oficiais MICC™
Um cliente pode apresentar um ou mais comportamentos predominantes — em qualquer um dos três mercados.
| Comportamento | Como se manifesta | O que exige da empresa |
|---|---|---|
| Cliente Rotina | Frequência, canal, quantidade ou horário relativamente estáveis. | Consistência. Risco: confundir previsibilidade com fidelidade garantida. |
| Cliente Preventivo | Compra antes da ruptura. | Organização, lembretes adequados e previsibilidade. Não deve receber pressão excessiva. |
| Cliente Urgência | Compra quando a necessidade já é crítica. | Resposta imediata e prazo real. Não aceita discursos longos nem promessas incertas. |
| Cliente Relacionamento | Permanece pela confiança e proximidade. | Reconhecimento, continuidade e atendimento humano. Pode indicar e defender a empresa. |
| Cliente Preço | Compara e negocia; pode migrar para Portaria, reduzir volume ou dividir compras. | Clareza de valor. Sensibilidade ao preço não significa ausência de lealdade. |
| Cliente Conveniência | Escolhe quem reduz esforço. | Resposta rápida, cadastro simples, múltiplos pagamentos e solução em poucos passos. |
| Cliente Silencioso | Compra, mas interage pouco; não reclama e pode sair sem avisar. | Monitoramento ativo. Silêncio não significa satisfação. |
| Cliente Ferido | Teve experiência negativa ainda não superada; responde friamente ou mantém fornecedor alternativo. | Reconhecimento da experiência e reconstrução da confiança. |
| Cliente Oscilante | Varia frequência, canal, pagamento ou volume, sem padrão consolidado. | Investigação. A oscilação pode vir de renda, sazonalidade, fornecedores, mudança familiar ou dados incompletos. Não deve ser classificado automaticamente como risco. |
Comportamento não é identidade. Um cliente pode mudar de comportamento ao longo da jornada.
A jornada de decisão
Compreensão fundamental para Consumidor Final, Ponto de Consumo e Revenda. Essas pessoas podem ser diferentes entre si.
| Papel | O que faz |
|---|---|
| Quem percebe | Identifica a necessidade. |
| Quem influencia | Participa da escolha. |
| Quem decide | Escolhe fornecedor, condição ou produto. |
| Quem compra | Realiza o pedido. |
| Quem paga | Assume a transação financeira. |
| Quem recebe | Interage com a entrega. |
| Quem utiliza | Consome ou opera o produto. |
Os estados pré-compra e pós-compra
Estados pré-compra
Compreender o estado pré-compra ajuda a compreender o verdadeiro gatilho. Antes da compra, o cliente pode estar:
- abastecido;
- percebendo sinais de término;
- preventivo;
- em comparação;
- influenciado por promoção;
- influenciado por indicação;
- programando estoque;
- próximo da ruptura;
- em ruptura;
- insatisfeito com o concorrente.
Estados pós-compra
O cliente também revela seu perfil depois da venda. Depois da compra, ele pode:
- demonstrar satisfação;
- agradecer;
- avaliar;
- indicar;
- permanecer silencioso;
- reclamar;
- reduzir frequência;
- mudar de canal;
- dividir compras;
- abandonar;
- retornar.
Dimensão territorial, cultural e sazonal
Território
O território influencia consumo, preço, logística, acesso, comunicação e comportamento. O MICC™ deve considerar:
- capital;
- região metropolitana;
- cidade média;
- cidade pequena;
- zona rural;
- distrito;
- povoado;
- centro;
- periferia;
- área distante;
- território de alta concorrência;
- território de baixa cobertura.
Cultura e sazonalidade
- hábitos alimentares;
- uso de forno;
- festas;
- São João;
- fim de ano;
- turismo;
- eventos;
- períodos religiosos;
- safra;
- chuva;
- seca;
- férias;
- características regionais.
O cliente não existe fora da cultura, do território e do tempo.
Dimensão do consumo
O consumo deve ser compreendido por contexto, e não por média.
| Mercado | Variáveis que explicam o consumo |
|---|---|
| Consumidor Final | Moradores · refeições · forno · alimentação externa · outros combustíveis · renda · região · sazonalidade · histórico. |
| Ponto de Consumo | Produção · equipamentos · potência · horas · dias · estoque · sazonalidade · crescimento. |
| Revenda | Giro · território · carteira · estoque · preço · concorrência · capital · frequência de abastecimento. |
O consumo observado do cliente possui maior valor analítico do que uma média genérica quando existe histórico suficiente.
Dimensão temporal — horários e picos de demanda
O cliente não compra em qualquer hora: ele compra quando a necessidade aparece. Conhecer os picos é o que permite dimensionar atendimento e frota, antecipar o contato e evitar que a empresa esteja mais lenta justamente quando o cliente está mais urgente.
Os padrões abaixo foram observados em base real da GLP 360º e servem como referência inicial. Devem ser recalculados por unidade, cidade e região — o histórico da própria operação prevalece sobre qualquer média.
Padrões observados por produto
| Produto | Janelas de concentração | Picos | Leitura |
|---|---|---|---|
| P13 · Consumidor Final | 09h–13h e 17h–20h | 10h e 11h · 17h, 18h e 19h | Cerca de 60% da demanda no período do almoço. Dois momentos críticos. |
| P13 · Ponto de Consumo | 06h30–10h e 16h–19h | Pré-abertura e pré-produção noturna | Compra antes de operar, não durante. |
| P45 | 07h–09h e 16h–18h | 08h (principal) e 17h | Confirma dois períodos operacionais: produção matinal e vespertina/noturna. |
| P20 | Distribuído no expediente | 08h, 09h, 14h, 16h e 17h | Demanda ligada à atividade operacional, não ao preparo de alimentos. |
| Vasilhame (casco) | 09h–12h e 16h–19h | 10h, 16h e 17h | Acompanha o ritmo residencial — a compra do casco nasce junto da necessidade de carga. |
| Regulador e acessórios | 10h–12h e 17h–20h | Manhã e início da noite | O cliente descobre o problema na hora de cozinhar. |
Os dois momentos críticos do Consumidor Final
Pico do almoço
O cliente percebe a necessidade durante o preparo da refeição. A urgência é imediata e emocional: há comida na panela.
Pico do jantar
A família retorna para casa e precisa cozinhar. A janela é curta e a tolerância à espera é mínima.
O gargalo não é o volume: é a coincidência. O pico do Consumidor Final se sobrepõe à pré-produção do Ponto de Consumo — e a empresa fica lenta exatamente quando os dois mais precisam dela.
O que fazer com essa informação
- Dimensionar atendimento e frota para as janelas de pico, e não para a média do dia.
- Contatar antes da faixa habitual de compra do cliente — nunca durante o pico dele.
- Registrar o horário predominante de cada cliente, pois ele é individual: a média da base não substitui o padrão da pessoa.
Perfil de Comunicação
Além do comportamento de compra, cada cliente possui um comportamento de comunicação. Ignorá-lo faz a empresa acertar a mensagem e errar o canal, o horário ou a frequência — e transformar relacionamento em incômodo.
O que precisa ser descoberto
- canal preferido;
- horário preferido;
- frequência ideal de contato;
- tipo de mensagem com maior resposta;
- taxa de abertura;
- taxa de resposta;
- conversão por campanha;
- aceitação de ligação;
- aceitação de WhatsApp;
- resposta a ofertas.
Classificações do Perfil de Comunicação
| Perfil | Como se manifesta |
|---|---|
| Direto | Quer objetividade: pedido, prazo, preço. Mensagem longa afasta. |
| Relacional | Valoriza vínculo, cumprimento e reconhecimento antes do assunto comercial. |
| Comercial | Responde a condição, volume, margem e oportunidade. |
| Consultivo | Espera diagnóstico, orientação técnica e recomendação fundamentada. |
| Digital | Prefere WhatsApp, app ou autoatendimento; evita ligação. |
| Tradicional | Prefere ligação ou contato presencial; desconfia do canal digital. |
| Responsivo | Abre, lê, responde e converte. Suporta contato preventivo. |
| Pouco responsivo | Não responde, mas compra. Silêncio não é desinteresse — e insistir pode gerar rejeição. |
O Perfil de Comunicação define como falar; o comportamento de compra define o que dizer; a dimensão temporal define quando falar. Os três juntos formam a abordagem correta.
Modalidades de recebimento
Entrega
Modalidade em que o produto é levado ao cliente. Ele valoriza rapidez, prazo real, postura, segurança, instalação e facilidade de pagamento.
O entregador representa a experiência presencial da empresa.
Portaria
Modalidade de retirada na unidade. Pode ser utilizada por Consumidor Final, Ponto de Consumo ou Revenda.
Motivações
Economia · proximidade · urgência · disponibilidade · transporte próprio · benefício.
Dores
Fila · demora · preço divergente · falta de produto · cadastro repetitivo · desorganização.
Retirada por terceiro
Exige identificação de comprador, pagador, recebedor, usuário, autorização e endereço. O objetivo é garantir rastreabilidade e segurança.
Modelos de abastecimento
| Modelo | Como funciona |
|---|---|
| Sob demanda | A compra acontece quando o cliente percebe a necessidade. Pode ser preventiva ou emergencial. |
| Preventivo | A reposição ocorre antes da ruptura. Reduz urgência, atrasos, perdas e pressão operacional. |
| Programado | Reposição organizada por dia, volume, consumo ou estoque mínimo. Indicado especialmente para Pontos de Consumo e Revendas. |
| Recorrente | Frequência estável e repetida, com previsibilidade reconhecida pelas duas partes. |
| Rota | Modelo comercial e logístico de atendimento territorial. |
| Contrato | Compromisso formal de fornecimento, volume, prazo e condições. |
Rota
Pode atender Revendas, Pontos de Consumo, clientes rurais, distritos, povoados e pequenas cidades. A Rota precisa garantir:
- calendário;
- confirmação;
- volume;
- comunicação;
- regularidade.
OEFAA™ — o método humano de execução
O MICC™ mostra quem é o cliente e o que deve ser feito. O OEFAA™ orienta como o profissional conduz a interação. Conhecer sem saber conduzir não resolve o problema do cliente — os dois métodos operam juntos.
1. Ouvir
Ouvir é permitir que o cliente revele sua realidade. O profissional deve ouvir a necessidade, o problema, a urgência, a reclamação, a objeção, a expectativa, o motivo da compra, o motivo da insatisfação, o motivo da redução de volume e o motivo da inatividade.
O que não fazer
- interromper;
- presumir;
- responder antes de compreender;
- tentar vender antes de ouvir;
- minimizar o problema;
- discutir com o cliente.
Perguntas úteis
- Como podemos ajudar?
- O que aconteceu?
- Quando percebeu o problema?
- Qual é sua necessidade para hoje?
- O que é mais importante para você nesse atendimento?
- Houve alguma dificuldade no último pedido?
2. Entender
Entender é interpretar corretamente o que foi ouvido. O profissional precisa confirmar qual é o problema, quem foi impactado, qual é o nível de urgência, qual resultado o cliente espera, qual causa precisa ser tratada e qual área deve agir.
Frases de confirmação
"Entendi que o seu gás acabou e que você precisa iniciar a produção às 18h. Correto?"
"Então, o principal problema não foi o preço, mas o atraso na última entrega?"
"Você utiliza três P13 por semana e precisa de um abastecimento mais previsível. É isso?"
Ouvir coleta informações. Entender atribui significado.
3. Falar
A comunicação deve ser adaptada ao perfil. O profissional deve usar linguagem clara, evitar termos técnicos desnecessários, explicar o próximo passo, informar prazos reais, alinhar expectativas, não prometer o que não pode cumprir e demonstrar que compreendeu.
| Mercado | Como falar |
|---|---|
| Consumidor Final | Simples, próxima e objetiva. |
| Ponto de Consumo | Profissional, preventiva e orientada à continuidade. |
| Revenda | Comercial, estratégica e orientada a margem, volume e abastecimento. |
4. Agir
Agir significa transformar entendimento em solução: registrar o pedido, priorizar a entrega, corrigir o cadastro, resolver a reclamação, agendar abastecimento, encaminhar oportunidade, realizar visita, ajustar negociação, iniciar recuperação ou escalar o problema.
Agir não significa apenas transferir a responsabilidade. Quem recebe a situação deve garantir que ela chegue ao responsável correto.
5. Avaliar
Avaliar é confirmar se o objetivo foi alcançado: o problema foi resolvido? O cliente recebeu? O prazo foi cumprido? A solução atendeu? O cliente voltou a comprar? A ação gerou resultado? O registro foi feito? Existe próxima ação?
Uma tarefa não termina quando o profissional envia a mensagem. Termina quando o resultado é conhecido e registrado.
Roteiro de diagnóstico do cliente
O método lista o que precisa ser conhecido. Este roteiro dá as perguntas. Não é um questionário a ser lido: são as perguntas que, feitas ao longo do relacionamento, constroem o perfil.
Consumidor Final
- Quantas pessoas moram na casa?
- Costuma cozinhar todos os dias?
- Quanto tempo costuma durar o seu botijão?
- Já ficou sem gás alguma vez? O que aconteceu?
- Prefere que a gente avise quando estiver perto de acabar?
- Qual o melhor horário para receber?
- Como prefere pagar?
- Tem botijão reserva?
Ponto de Consumo
- Quantos botijões utiliza por semana?
- Quantos possui em reserva?
- Em quais dias o consumo aumenta?
- Qual é seu horário de produção?
- Quem autoriza a compra?
- Qual o impacto caso o gás acabe?
- Trabalha com mais de um fornecedor?
- Já parou a operação por falta de gás?
Revenda
- Qual é o volume mensal?
- Qual é o giro?
- Quantos concorrentes atende na região?
- Qual é o estoque mínimo de segurança?
- Quanto compra de cada fornecedor?
- Qual região atende?
- Qual o potencial de crescimento?
- Qual condição precisa para aumentar o volume?
A pergunta mais reveladora de todas — em qualquer mercado — é: "Qual o impacto para você se o gás acabar?" A resposta define a urgência real, o valor do cliente e a prioridade que ele deve ter na operação.
O que cada função deve observar
Proprietários e direção
Devem compreender composição da carteira, mercados, perfis, riscos, oportunidades, mudanças, concentração, potencial, experiência, impacto do tempo, capacidade necessária e qualidade dos dados. Devem transformar conhecimento em política, investimento e nível de serviço.
Gestores e gerentes
Devem compreender clientes críticos, comportamento, performance, gargalos, demandas, falhas entre Centrais, experiência, riscos, oportunidades e a capacidade das equipes de conhecer o cliente.
Líderes e supervisores
Devem orientar, acompanhar a qualidade dos registros, verificar aderência, corrigir interpretações, identificar exceções e mudanças, escalar problemas e transformar estratégia em rotina.
Atendentes
Devem reconhecer mercado, perfil, necessidade, urgência, contexto, histórico, expectativa, canal, modalidade, pagamento, reclamação, mudanças cadastrais, sinais importantes e o impacto do tempo. Não devem apenas registrar pedidos: devem compreender o contexto inicial.
Consultores e vendedores
Devem conhecer o negócio, a operação, os decisores, o consumo, o estoque, a concorrência, a margem, as dores, o potencial, o risco, os objetivos e os fornecedores. Devem vender solução, não apenas produto.
Logística
Deve compreender urgência real, impacto da ruptura, prioridade, janela, frequência, horários, território, capacidade, prazo informado, risco de atraso, ocorrências e padrões. Não deve enxergar apenas pedido e endereço: deve compreender a consequência da entrega.
Entregadores
Devem observar o contexto real, a segurança, a dificuldade de acesso, a postura, o recebedor, a necessidade de apoio, mudanças, reclamações, experiência e oportunidades de informação.
O entregador não deve diagnosticar, julgar, invadir a privacidade ou fazer promessas comerciais não autorizadas. Deve observar fatos relevantes e registrá-los pelos canais corretos.
Agentes de relacionamento
Devem observar satisfação, recompra, ciclo, silêncio, afastamento, reclamações, mudanças, risco, recuperação, indicação e o resultado das ações. Relacionamento sem conhecimento se transforma em comunicação genérica.
Limites éticos do MICC™
O MICC™ trabalha com informações sobre pessoas e empresas — consumo, renda, território, idade, pagamento, benefício, comportamento e histórico. Essas informações não podem ser utilizadas para:
- discriminar;
- humilhar;
- constranger;
- expor;
- explorar vulnerabilidades;
- criar tratamento indigno;
- negar qualidade;
- criar preconceitos;
- presumir comportamentos sem evidências;
- utilizar dados fora de finalidades legítimas.
A classificação existe para melhorar a compreensão e a experiência — não para reduzir o cliente a um rótulo. Conhecer melhor deve significar servir melhor.
Governança do perfil
O conhecimento do cliente deve ser:
- atualizado;
- verificável;
- contextualizado;
- protegido;
- compartilhado apenas quando necessário;
- utilizado de forma responsável;
- revisado diante de mudanças.
| Camada | Papel |
|---|---|
| B.C.D.™ | Sustenta a organização e a proteção dos dados. |
| MICC™ | Transforma dados em conhecimento. |
| Núcleos Técnicos | Transformam conhecimento em classificação. |
| Centrais | Transformam inteligência em ação. |
Ficha padrão de Perfil MICC™
Todo perfil deverá ser compreendido — e registrado — através da seguinte estrutura:
- Mercado;
- Perfil;
- Subperfil;
- Contexto;
- Finalidade do uso;
- Quem percebe a necessidade;
- Quem influencia;
- Quem decide;
- Quem compra;
- Quem paga;
- Quem recebe;
- Quem utiliza;
- Produto;
- Consumo;
- Frequência;
- Ciclo;
- Gatilho;
- Urgência;
- Dores funcionais;
- Dores emocionais;
- Desejos;
- O que valoriza (valor percebido);
- Sensibilidade ao preço;
- Sensibilidade ao prazo;
- Canal;
- Perfil de comunicação;
- Horário predominante;
- Dia predominante;
- Melhor momento para contato;
- Comunicação;
- Pagamento;
- Modalidade;
- Modelo de abastecimento;
- Comportamentos observados;
- Sinais de satisfação;
- Sinais de risco;
- Sinais de potencial;
- Impacto do tempo;
- Informações confirmadas (fatos);
- Sinais observados;
- Hipóteses;
- Dados faltantes.
Os quatro últimos campos são o que separa o MICC™ de um cadastro comum: o método registra explicitamente o que sabe, o que observa, o que supõe e o que ainda não conhece.
Exemplo de ficha preenchida
É assim que o conhecimento do cliente se materializa — deixando de ser um cadastro e passando a ser uma leitura da realidade:
| Campo | Leitura do cliente |
|---|---|
| Cliente | João da Silva |
| Mercado | Consumidor Final |
| Perfil | Responsável pelo Abastecimento do Lar |
| Produto principal | P13 |
| Frequência média | 31 dias |
| Regularidade | Alta |
| Horário predominante | 10h às 12h |
| Dia predominante | Sábado |
| Canal preferido | |
| Perfil de comunicação | Digital · Responsivo |
| Forma de pagamento | PIX |
| Ticket médio | R$ 135,00 |
| Nível de urgência | Alto |
| Sensibilidade ao preço | Moderada |
| Relacionamento | Fiel |
| Risco de evasão | Baixo |
| Potencial | Médio |
| Última compra | 10/06 |
| Próxima compra provável | 09/07 a 13/07 |
| Melhor momento para contato | 08/07, entre 09h e 10h |
| Ação recomendada | Lembrete preventivo de recompra |
Repare: a empresa deixou de saber apenas que o João comprou um P13 no dia 10. Passou a saber quando ele vai precisar de novo, por qual canal falar, em que horário e o que dizer.
O que nasce a partir do Perfil dos Clientes
A partir deste documento serão desenvolvidos: regras de classificação, critérios, Scores, indicadores, cálculos, modelos preditivos, processos, fluxos, rotinas, responsabilidades, treinamentos, dashboards, automações, inteligência artificial e funcionalidades do GLP X.
Incluindo estruturas como:
| Sigla | Estrutura |
|---|---|
| NVC™ | Núcleo de Valor do Cliente |
| NRE™ | Núcleo de Risco de Evasão |
| NGC™ | Núcleo de Gatilhos de Compra |
| NCV™ | Núcleo de Ciclo de Vida |
| NPD™ | Núcleo de Perfil Digital |
| NPF™ | Núcleo de Perfil Financeiro |
| NPI™ | Núcleo de Potencial de Indicação |
| ICP™ | Índice de Consumo Provável |
| CRC™ | Ciclo Real de Compra |
| DCP™ | Desvio do Ciclo Previsto |
| PMA™ | Próxima Melhor Ação |
Esses componentes não substituem o conhecimento do cliente. Eles nascem dele.
Resultado final do método
Ao aplicar corretamente o MICC™ — Perfil dos Clientes, a empresa deixa de enxergar um telefone, um endereço, um pedido, um P13, um P20, um P45, um pagamento, uma entrega.
E passa a compreender:
- uma pessoa;
- uma família;
- um negócio;
- uma operação;
- uma necessidade;
- uma decisão;
- um comportamento;
- uma experiência;
- uma história;
- um risco;
- uma oportunidade;
- um relacionamento.
A organização desenvolve a capacidade de:
Por que o MICC™ existe
- Não existe atendimento inteligente sem conhecimento do cliente.
- Não existe venda consultiva sem compreensão da necessidade.
- Não existe logística eficiente sem conhecimento da demanda.
- Não existe relacionamento sem memória.
- Não existe retenção sem identificação de risco.
- Não existe crescimento sustentável sem inteligência do cliente.
Definição final
O MICC™ — Perfil dos Clientes não foi criado para ensinar a empresa a colocar etiquetas em clientes. Foi criado para ensinar a empresa a compreender pessoas, famílias, negócios e operações.
Clientes diferentes possuem realidades diferentes: necessidades diferentes, urgências diferentes, comportamentos diferentes e expectativas diferentes. Mas todos esperam algo fundamental:
O cliente compra GLP por necessidade. Escolhe a empresa pela capacidade de resolver. Volta a comprar pela experiência que recebeu.
E é dessa compreensão que nasce o princípio central da GLP 360º:
"Conhecer para entender. Entender para agir. Agir com agilidade. Servir com excelência. Crescer pela experiência."
MICC™ — Método de Inteligência e Compreensão do Cliente · GLP 360º